Operação do MP prendeu grupo acusado de falsificar CNHs em Mato Grosso do Sul
Ação conjunta da Polícia Federal com MPF foi deflagrada em 12 Estados nesta terça-feira (9)
Brasil|Do R7
A operação nacional contra a corrupção deflagrada nesta terça-feira (9) pelo MP (Ministério Público) em todo o País também teve desdobramentos em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, estados onde foram presos seis integrantes de um grupo acusado de falsificar CNHs (Carteiras Nacionais de Habilitação). Dos sete mandados de prisão expedidos, seis já foram cumpridos, até o momento.
A operação foi deflagrada pelo Ministério Público em parceria com diversos órgãos, e deve cumprir mandados de prisão, de busca e apreensão, de bloqueio de bens e de afastamento das funções públicas em pelo menos 12 Estados do país. Em Mato Grosso do Sul, os mandados foram executados nas cidades de Anastácio, Aquidauana, Nioaque, Sidrolândia e Jateí, além de Cuiabá, capital de Mato Grosso.
Segundo a assessoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, foram presos Elcilande Serafim de Souza, Elcimar Serafim de Souza, Edinaldo Francisco de Lima, Gilmar Rabelo Ferreira, Adélio Paulino e Ivan Costa do Reis, preso em Cuiabá (MT). A polícia ainda está procurando por Elcivar Serafim de Souza.
A operação é um desdobramento de investigação iniciada em outubro de 2012 para apurar as ações de uma quadrilha responsável pela emissão fraudulenta de CNHs e de certificados de cursos de transporte de cargas perigosas, transporte de passageiros e coletivos.
Em Cuiabá (MT) a polícia apreendeu documentos, já em Anastácio (MS), um dos presos também foi autuado por porte ilegal de arma.
De acordo com o MP, cada CNH era vendida pelo grupo por valores entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil. Em menos de três meses, os investigados venderam cerca de 50 habilitações. Os certificados custavam cerca de R$ 400.
Os suspeitos eram ligados ao comercio de auto-escolas e centros de formação de condutores. Todos vão responder pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Com a soma dos crimes, as penas podem ultrapassar dez anos de prisão.
Os presos serão levados para Campo Grande, sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, responsável pela operação juntamente com a Polícia Rodoviária Federal, para serem ouvidos.















