Operação Lava Jato: além de Lula, PF quer ouvir presidente do PT
Desde início das investigações, Rui Falcão afirma que arrecadações de campanha foram lícitas
Brasil|Do R7, com Estadão Conteúdo

A PF (Polícia Federal) quer ouvir, na Operação Lava Jato, o presidente do PT, Rui Falcão, e José Filippi Júnior, tesoureiro das campanhas presidenciais de 2006 e 2010.
Os nomes do líder petista e do tesoureiro constam do rol de políticos, inclusive ex-ministros dos dois governos Lula e Dilma, submetido pela PF ao STF (Supremo Tribunal Federal) na última quarta-feira (9).
A PF não imputa a eles nenhuma prática de ilícitos, mas avalia ser importante ouvir suas versões sobre o esquema na Petrobras. Além disso, há suspeita de que Lula pode ter sido 'beneficiado pelo esquema em curso na Petrobras, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo'.
Rui Falcão é presidente do PT desde 2011. Desde que o escândalo da Lava Jato estourou e atingiu seu partido, ele tem reiterado que todas as arrecadações de recursos para as campanhas eleitorais foram lícitas.
O pedido é do delegado Josélio Sousa, que integra a força-tarefa da Lava Jato perante o Supremo ao STF. A PF pede 80 dias para tocar as apurações alegando "dimensão dos fatos e a quantidade de investigados nos autos".
A investigação mira em quadros importantes do PT, PMDB e PP. Os três partidos estão sob suspeita de lotearem diretorias da Petrobras.
O esquema instalado na estatal foi desbaratado pela força-tarefa da Lava Jato.
PF suspeita que Lula se beneficiou de desvios na Petrobras e pede ao STF para ouvir ex-presidente
Do PT, a PF quer ouvir além de Lula, Rui Falcão e José de Filippi, os ex-presidentes da Petrobras José Eduardo Dutra e José Sérgio Gabrielli, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/governo Lula), a ex-ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e o ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência Gilberto Carvalho.
As investigações incriminam o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, preso desde 15 de abril por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. O petista nega taxativamente ter arrecadado propinas para a sua legenda.
Do PP, a PF pede ao Supremo para ouvir o ex-ministro de Cidades Mário Negromonte e Daniela Negromonte. Do PMDB, o delegado mira no lobista Jorge Luz, no ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, já condenado em duas ações da Lava Jato, na 1ª Instância, e em Maria Cléia Santos de Oliveira, assessora do senador Valdir Raupp (PMDB-RO).
Defesa
Por meio de sua assessoria de imprensa, o PT informou "que não vai se pronunciar, pois não tem conhecimento oficial dessa demanda da Polícia Federal".














