Operação Zinabre desmantela esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda do Estado de SP
Até o momento, cinco fiscais de renda já foram presos
Brasil|Da Agência Record
Foi deflagrada nesta sexta-feira (24), depois de quatro meses de investigação criminal, a Operação Zinabre, que tem como objetivo desmantelar um antigo esquema criminoso de corrupção.
A ação envolve instâncias como o Grupo de Atuação Especial de Recuperação de Ativos e Repressão aos Crimes de Formação de Cartel e Lavagem de Dinheiro (GEDEC), e tem apoio da Força Tarefa da Operação Lava-Jato e da Corregedoria-Geral da Administração do Estado de São Paulo.
A operação visou ao cumprimento de sete mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça, e resultou na prisão de cinco fiscais de renda. Dois foram presos em São José dos Campos, um em Sorocaba, e outro, já aposentado, no Mato Grosso do Sul. Um quinto investigado foi preso no final da tarde no Aeroporto de Natal pelo GAECO do Rio Grande do Norte e pela Polícia Federal.
As investigações tiveram início a partir de depoimento do doleiro Alberto Youssef na Operação Lava-Jato, no qual foi relatado o pagamento de propina a fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
Os envolvidos constituíram um grupo criminoso para a prática das extorsões dentro da própria estrutura da Secretaria.
Para tanto, se valiam de seus cargos e das Ordens de Serviços de Fiscalização — expedidos por seus superiores — para extorquir empresas importadoras de cobre, com a ameaça de se lavrar auto de infração e imposição de multa milionária. Num dos casos, a ameaça era de ser lavrado auto superior a R$ 1 bilhão.
As empresas sucumbiram às exigências e, no total, pagaram cerca de R$ 32 milhões aos fiscais investigados, no período entre 2006 e 2012. Os agentes fiscais se utilizaram de todos os cuidados possíveis para que não fossem surpreendidos na prática criminosa.
De acordo com informações oficiais, foram executados, por exemplo, aluguel de imóvel para o recebimento do dinheiro e criação de empresas de administração de imóveis. Houve, ainda, crimes de lavagem de dinheiro, que ainda estão sendo investigados.
Houve manifesto prejuízo à ordem econômica, porque indústrias foram fechadas por causa da corrupção sem controle, assim como também se registrou alteração na metodologia de fabricação de produtos para evitar o abuso e o desvio de finalidade na fiscalização.
As prisões foram decretadas para que a investigação seja concluída com êxito e para que os valores auferidos com as práticas criminosas não desapareçam.
Também foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em imóveis localizados na Grande São Paulo, Vale do Paraíba e na região de Sorocaba, tendo sido aprendidos R$ 58 mil em espécie, além de computadores e documentos que comprovam a constituição de empresas para a administração dos bens adquiridos com o dinheiro proveniente das práticas ilícitas.
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