Oposição quer suspensão do recesso parlamentar para avançar com impeachment de Dilma
Cunha e Renan se reunirão para definir se aceitam o pedido dos deputados
Brasil|Rodrigo Vasconcelos, do R7, em Brasília

Bancadas de partidos da oposição ao governo querem a suspensão do recesso parlamentar no Congresso Nacional para analisar o pedido de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, acolhido nesta quarta-feira (2).
O recesso parlamentar está programado para começar no dia 22 de dezembro, e duraria 50 dias até o início de fevereiro. Isso interromperia o processo de análise do impeachment na Comissão Especial da Câmara, pois o Palácio do Planalto tem um prazo de dez sessões ordinárias para apresentar a defesa de Dilma.
Até agora, já se pronunciaram pelo pedido de suspensão do recesso os líderes do Solidariedade e do PSDB na Câmara. O deputado Arthur Maia (SD-BA) afirmou que o Congresso ficaria em dívida com o Brasil se entrasse de férias durante a análise do impeachment.
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O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) também defende que não pode haver férias, embora o presidente nacional do partido, senador Aécio Neves (PSDB-MG), tenha dito em entrevista que o recesso poderia ser benéfico para os parlamentares discutirem o impeachment com suas bases.
Sobre a suspensão do recesso, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que esta é uma decisão que precisa ser tomada em conjunto com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e por isso preferiu não declarar uma posição sobre o assunto.
Cunha acolheu o pedido de impeachment contra Dilma, elaborado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. Ele afirmou que o principal motivo pelo deferimento foi o fato de que a presidente editou decretos com créditos extraordinários em 2015 sem autorização do Congresso, e que isso poderia configurar crime de responsabilidade.















