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Orçamento deve ser votado no dia 17, diz vice-líder do governo

Comissão Mista do Orçamento deve se reunir hoje para tentar fechar cronograma de votações

Brasil|Da Agência Brasil

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Vice-líder do governo, Pinheiro mostra otimismo quanto à votação
Vice-líder do governo, Pinheiro mostra otimismo quanto à votação

A previsão de gastos e investimentos para o próximo ano — que compõe a chamada LOA (Lei Orçamentária Anual) — pode ser votada no início da próxima semana, contrariando as expectativas pessimistas provocadas pela tensão nos debates das últimas semanas sobre a matéria.

Integrantes da Comissão Mista do Orçamento devem se reunir hoje (12) na Câmara para tentar fechar um cronograma e garantir que peça orçamentária de 2014 seja votada antes do recesso parlamentar marcado para o dia 23.


A ideia é que deputados e senadores leiam todos os relatórios setoriais nesta quinta-feira e concluam a votação até amanhã, diz o senador Walter Pinheiro (PT-BA), vice-líder do governo no Congresso.

— Assim, até o dia 17, os membros da comissão podem votar o Orçamento.


O deputado Danilo Forte (PMDB-CE), relator da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) no mesmo colegiado, acredita que os prazos são possíveis. Segundo ele, se as votações terminarem amanhã (13), o texto final poderá ser apresentado na segunda-feira (16).

— Na terça, o relatório estaria pronto para ser votado no plenário do Congresso. Se não der na terça, na quarta a gente conclui.


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Segundo o parlamentar, as negociações costuradas entre a noite de ontem e hoje garantiram que a matéria avançasse.

— A gente sabe da nossa responsabilidade e temos de cumpri-la, principalmente em um momento como este em que a economia está fragilizada e precisamos recuperar a capacidade de investimento do país e o Orçamento é peça fundamental para o governo alcançar os objetivos.

Até ontem (11), oito relatórios tinham sido lidos e faltam apenas dois para que a votação comece. A expectativa é que toda essa etapa possa ser concluída ainda hoje.

O acerto do calendário só foi possível depois que o governo e o Legislativo conseguiram amenizar tensões.

— O que criou impasse foi a possibilidade de veto à LDO, que foi construída com consenso nas duas Casas.

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Recursos

O Planalto sinalizou que sem a peça orçamentária do próximo ano, poderia vetar a LDO, e acabar com a esperança dos parlamentares que querem garantir parte dos recursos públicos para projetos e áreas prioritárias para deputados e senadores nos estados e municípios, conhecidas como emendas parlamentares individuais.

A LDO contemplava essas emendas impositivas apenas condicionando que metade do dinheiro fosse usada na área de saúde. O imbróglio começou quando, além de costurar a LDO, o Executivo e Legislativo mudaram a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) construída na Câmara, que tratava da mesma demanda.

Quando o texto voltou para análise dos deputados, com as mesmas condições previstas na LDO, os parlamentares reagiram e dividiram a proposta em duas matérias: uma que trata de financiamento de saúde e outra que aborda o Orçamento Impositivo. Para o governo, a medida descumpriu o acordo feito entre os dois Poderes.

A proposta é retomar essa discussão e concluir a votação até fevereiro, além de manter em 2014 o que já está previsto nas PECs por meio da LDO.

— A base aliada é muito consolidada. Reúne quase 80% do Congresso. Se o governo tiver o mínimo de articulação política é capaz de fazer a articulação para sairmos vitoriosos disto.

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