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Para ministro do TCU, Congresso deve julgar contas de 2014 do governo somente em 2016

Augusto Nardes elogiou o cronograma estabelecido por Renan Calheiros (PMDB-AL)

Brasil|Do R7

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Nardes se comparou com Joaquim Barbosa, após citar as pressões que sofreu durante o processo do julgamento das contas
Nardes se comparou com Joaquim Barbosa, após citar as pressões que sofreu durante o processo do julgamento das contas

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, afirmou nesta quinta-feira (29) que, provavelmente, seu relatório que recomenda a reprovação das contas do governo federal de 2014 será apreciado pelo Congresso Nacional somente em 2016.

Embora cobre rapidez no processo, o ministro elogiou o cronograma estabelecido pelo presidente do Congresso e do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).


— É um processo lento. Poderia ser ainda este ano o julgamento, mas provavelmente vai ficar para o ano que vem. O ideal é que fosse este ano, eu esperaria que fosse este ano, mas, pelo que estou vendo, o presidente do Congresso está seguindo o mesmo rito do TCU. Fui muito cuidadoso e cauteloso no rito para evitar qualquer tipo de questionamento no Supremo — afirmou Nardes, após dar palestra em almoço na sede da Firjan, no Rio.

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Mais cedo, após palestra no Ibmec-RJ, o ministro cobrou celeridade do Congresso na análise das contas. Nardes também voltou a destacar que não há uma decisão do TCU sobre a necessidade de o governo federal pagar todos os R$ 40 bilhões referentes às chamadas "pedaladas fiscais" de uma vez neste ano.

— Eu pessoalmente, acho que pode ser feito uma reposição desses recursos de uma forma parcelada, mas não existe uma decisão do tribunal — completou Nardes.


Aposentadoria

O ministro do TCU se comparou com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, após citar as pressões que sofreu durante o processo em que analisou e rejeitou as contas de 2014 do governo.


— Não sei se vou seguir pelo mesmo caminho do Joaquim Barbosa, se me aposento ou não.

Pouco antes, o ministro ressaltou a importância de os mandatos do TCU serem vitalícios, para garantir independência no controle dos órgãos públicos. Nardes completou 63 anos no último dia 13 e seria obrigado a se aposentar aos 70 anos, pela legislação atual.

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