Para PSB, ex-diretor da Petrobras não apresentou provas concretas contra Campos
Partido não se manifestará sobre denúncia de esquema de corrupção em estatal
Brasil|com R7

A assessoria do PSB comunicou que não se manifestará sobre a menção ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos no depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Dentro do partido, a avaliação é a de que Costa não apresentou provas concretas contra Campos. "Apenas jogaram no ar o nome de uma pessoa que já morreu, é um absurdo", comentou um auxiliar.
O ex-governador e candidato à Presidência da Repúlica, morto em acidente de avião no último dia 13 de agosto, estaria entre os beneficiários de um esquema de corrupção da estatal, segundo teria relatado Paulo Roberto Costa à Polícia Federal. Além de Campos, são citados o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) e a atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) como beneficiários do esquema, conforme reportagem publicada pela revista Veja em sua edição deste fim de semana.
Ainda conforme a revista, 32 parlamentares e o ministro Edison Lobão (PMDB) também teriam sido citados por Costa.
O ex-executivo da Petrobras foi preso em março deste ano sob a acusação de participar de um esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef e optou por colaborar com a polícia, concordando com a delação premiada.
O esquema
De acordo com os detalhes dos depoimentos de Costa revelados pela revista Veja, os responsáveis pelo esquema exigiam uma contrapartida das empreiteiras que queriam fechar negócio com a Petrobras. Essas empresas tinham de reverter parte dos lucros aos cofres da estatal. Depois de lavado por doleiros, o dinheiro era repassado a políticos da base do governo.
O número de beneficiários do esquema varia de acordo com a fonte. Nesta sexta-feira (5), o jornal O Estado de S.Paulo informou que pelo menos 32 parlamentares foram citados por Costa. De acordo com a Folha de S.Paulo, contudo, o número de deputados envolvidos seria de 45, além de outros 12 senadores.
Segundo Costa, o esquema teria funcionado ao longo dos dois governos Lula e durante parte do governo Dilma Rousseff, e o ex-diretor da Petrobras diz que chegou a despachar com o então presidente Lula várias vezes. Costa teria dito ainda, segundo a revista Veja, que a distribuição do dinheiro servia para garantir o apoio dos partidos aliados ao Palácio do Planalto no Congresso Nacional, assim como no mensalão.















