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Pátria Investimentos não descarta eventuais ativos do BTG Pactual

Brasil|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O Pátria Investimentos está atento a eventuais ativos que possam ser colocados a venda pelo BTG Pactual, disse um executivo do Pátria Investimentos nesta quarta-feira.

"Teria que fazer sentido para nossa estratégia", disse Otávio Castello Branco, sócio do Pátria Investimentos, a jornalistas.


Com cerca de 35 bilhões de reais sob gestão, incluindo as áreas de private equity, real estate e infraestrutura, o Pátria levantou mais de quatro bilhões de dólares desde o ano passado e está à espreita para investir esses recursos num horizonte de até três anos, disse Castello Branco.

Do total levantado, cerca de três quartos devem ser aplicados no Brasil. O restante deve ir para ativos na América Latina.


A exemplo do que aconteceu nos últimos anos, o foco do Pátria na compra de participações de empresas no Brasil vai se concentrar nos segmentos de saúde e logística, assim como em energia, na área de infraestrutura, segmentos nos quais o BTG Pactual tem investimentos no Brasil.

Mas nenhuma negociação a respeito está em andamento, disse Castello Branco.


Fora do Brasil, o Pátria é sócio do BTG Pactual na Latin America Power, empresa de energias renováveis com sede no Chile.

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ARGENTINA E INFRAESTRUTURA

Castello Branco disse também que o Pátria enxerga maiores oportunidades de investimentos em ativos de infraestrutura no país mais sujeitos à regulação estatal. Historicamente, o grupo tem investido apenas em empresas que não dependam de supervisão permanente do governo, como concessões.

Agora, dada a crise atual envolvendo várias empresas de infraestrutura do país e a necessidade maior de investimento privado, o Pátria avalia que o governo federal deve promover mudanças regulatórias mais amigáveis, com menores restrições nas taxas de retorno, por exemplo.

"A necessidade cria oportunidades", disse Castello Branco.

O executivo disse ainda que a vitória de Mauricio Macri na eleição presidencial argentina no fim de novembro, torna mais atrativos os ativos no país nas áreas de energia e de agronegócio, por exemplo.

Eleito pela coligação de centro-direita Cambiemos, Macri quer destravar barreiras comerciais impostas pela atual administração argentina nos últimos dois anos, desde o agravamento da crise econômica no país.

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(Por Aluísio Alves)

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