Paulo Roberto Costa: "Pasadena foi um bom negócio na época"
Ex-diretor da Petrobras diz que ninguém coloca petróleo cru na indústria, no carro ou no avião
Brasil|Da Agência Senado

A exemplo de outros executivos que já depuseram na CPI da Petrobras exclusiva do Senado, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto da Costa confirmou que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, era necessária e foi um bom negócio na época da realização, em 2006.
— Naquele momento era um bom negócio. Ninguém coloca petróleo cru na indústria, no carro ou no avião. Ter refinaria é algo importante e estratégico.
Paulo Roberto Costa, que chegou a ser preso pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato, que desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, negou participação no processo de negociação para a compra da refinaria no Texas. O ex-diretor disse apenas ter indicado técnicos para a área operacional da unidade industrial.
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Da mesma forma que havia dito Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional, Paulo Roberto também considerou as cláusulas put option e Marlim irrelevantes para o fechamento do negócio. A primeira determinava que, em caso de desacordo entre os sócios, a outra parte seria obrigada a adquirir o restante das ações. A segunda garantia à Astra Oil, sócia da Petrobras, um lucro de 6,9% ao ano.
As duas cláusulas foram excluídas do documento que serviu de base para que o Conselho Administrativo da empresa, presidido pela então ministra Dilma Rousseff, autorizasse a compra. À CPI, a atual presidente Graça Foster disse que se tratam de "cláusulas extremamente importantes".















