Brasil Pela segunda vez, CPI do BNDES não consegue ouvir Palocci

Pela segunda vez, CPI do BNDES não consegue ouvir Palocci

Preso em setembro de 2016, o ex-ministro da Fazenda fechou delação com o Ministério Público do Distrito Federal no início do ano

CPI do BNDES não consegue ouvir Palocci

Pela segunda vez, CPI do BNDES não consegue ouvir Palocci

Pela segunda vez, CPI do BNDES não consegue ouvir Palocci

Suellen Lima/29.09.2016/FramePhoto/Folhapress

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do BNDES não conseguiu ouvir novamente o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que atuou durante governos petistas. A defesa alegou que, sem a autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, o ex-ministro continuaria em silêncio.

Não era a primeira vez que Palocci falaria à CPI. Em maio, o ex-ministro petista, preso e condenado na Operação Lava Jato, seguiu a orientação da PGR (Procuradoria-Geral da República), com quem negocia novos acordos de colaboração, e se calou.

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Os advogados do ex-ministro chegaram a entrar com um pedido de habeas corpus no STF pedindo a liberação do petista da sessão desta quarta-feira na CPI. Fachin manteve a obrigação do ex-ministro ir, mas o autorizou a ficar em silêncio sem prejuízo a sua defesa.

Desta vez, os defensores entraram com um pedido para saber se e o que o ministro poderia se pronunciar, mas até o início da sessão desta manhã, o ministro não havia se pronunciado. Alegando a dúvida, os advogados de Palocci pediram a transferência da oitiva.

Preso em setembro de 2016, o ex-ministro fechou delação com o Ministério Público do Distrito Federal no início do ano. No acordo, ele delatou fraudes praticadas em fundos de pensão ligados a empresas e bancos estatais, alvo da Operação Greenfield, deflagrada em 2016.

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Além desse acordo, o ex-ministro tem outros dois acordos assinados pelo ex-ministro, o primeiro em abril e o segundo em outubro, foram negociados com a Polícia Federal de Curitiba e de Brasília, respectivamente.