Pena provisória de ex-sócio de Valério soma 20 anos e um mês de prisão
STF ainda definirá punição para dois crimes de Ramon Hollerbach
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) definiram nesta quarta-feira (7) uma pena de cinco anos e dez meses de prisão para o crime de corrupção ativa, cometido por Ramon Hollerbach, ex-sócio de Marcos Valério, junto a dez parlamentares da Câmara dos Deputados.
A maioria do plenário acompanhou o entendimento do ministro relator do processo, Joaquim Barbosa, que estabeleceu uma pena base de três anos e seis meses de reclusão e aumento em dois terços, pelo fato do crime de ter sido cometidos dez vezes.
Somadas as penas que foram definidas até agora, Ramon Hollerbach pode ficar mais de 20 anos preso. Os ministros ainda precisam definir a punição para mais dois crimes: lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
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No entanto, todo o processo de definição das penas pode ser modificado ao final do julgamento, quando os ministro vão definir questões como delação premiada de réus que colaboraram com as investigações.
Revisor queria pena menor
O ministro revisor do mensalão, Ricardo Lewandowski, sugeriu a pena mínima para crime, dois anos, agravada pela continuidade delitiva, o que resultou em dois anos e quatro meses de reclusão.
Ao justificar sua pena, o ministro revisor leu depoimentos de testemunhas que elogiavam a personalidade do réu, pessoas que destacam seu bom comportamento como pai e sua carreira bem sucedida. Somente Dias Toffoli e Rosa Webber acompanharam o revisor.
O ministro Marco Aurélio sugeriu uma nova proposta de dosimetria, considerando os crimes de corrupção ativa como continuação do peculato. No entanto, a sugestão não foi apreciada pelo plenário e deve ser analisada ao final do processo.















