Pepe Vargas confirma ida para Direitos Humanos, mas volta atrás e despista sobre convite
Antes nas Relações Institucionais, Pepe recebe ligação e hesita ao confirmar substituição de Ideli
Brasil|Do R7, em Brasília, com Cláudia Bengtson, da TV Record, em Brasília

O ex-ministro das Relações Institucionais Pepe Vargas confirmou, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (8), que aceitou o convite da presidente Dilma Rousseff e que iria substituir Ideli Salvatti na Secretaria dos Direitos Humanos. Após um telefonema, porém, voltou atrás e ficou em cima do muro sobre a decisão.
Vargas afirmou que "a presidenta Dilma resolveu substituir o PT pelo PMDB" na articulação política — ao extinguir a SRI (Secretaria de Relações Institucionais) e colocar o vice-presidente Michel Temer na função. Logo depois, explicou que, por insistência de Dilma, estava disposto a assumir a Secretaria de Direitos caso esse fosse o desejo dela.
— Não tenho nenhuma circunstância que me impeça, assim como posso continuar a ajudar o governo cumprindo o meu mandato na Câmara dos Deputados.
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Durante a conversa com os jornalistas, porém, o telefone de Pepe Vargas tocou e mudou o discurso do início da entrevista. Antes, havia ficado claro para os jornalistas que Pepe assumiria a Secretaria de Direitos Humanos.
Depois da ligação, no entanto, Pepe assumiu um tom de possibilidades em vez de certezas e disse que nada o impede de ir, mas confirmou apenas ter aceitado o convite, demonstrando estar incerto sobre seu destino no governo.
Vargas afirmou que deixa a pasta da SRI sem mágoas e que, tão logo soube do convite de Dilma ao atual ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, pela imprensa, entrou em contato com a presidente.
— Foi um vazamento e nós marcamos um encontro para o dia seguinte.
Vargas disse acreditar ter feito um importante trabalho à frente da secretaria, com 75% das matérias de interesse do governo aprovadas pelo Legislativo. Em algumas matérias, no entanto, ele concorda ter havido ruídos que desestabilizaram a base, o que justificaria a decisão de Dilma de trocar o PT pelo PMDB na coordenação política.
Pepe vargas afirmou não conhecer o destino de Ideli Salvatti, atual ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência.















