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Perguntem aos analistas, diz Barbosa sobre desconfiança quanto ao rombo das contas públicas

Presidente da Câmara diz que tamanho do déficit real só o tempo dirá

Brasil|Do R7

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Barbosa negou que haja sombras no Orçamento que possam esconder números piores
Barbosa negou que haja sombras no Orçamento que possam esconder números piores

Em tom de contrariedade, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, repeliu nesta quarta-feira (2) as informações que circulam no Congresso Nacional e no mercado financeiro de que o rombo nas contas do governo é bem maior do que os R$ 30,5 bilhões alegados no Orçamento da União enviado pela presidente Dilma Rousseff ao Legislativo.

Segundo o ministro, quem tem dúvidas sobre o valor do déficit deve dirigir suas indagações aos analistas de mercado.


- O Déficit para 2016 que está no Orçamento é de R$ 30,5 bi. Temos uma previsão de receita confiante com a venda de terrenos da União e a venda de participações não prioritárias. Vamos perseguir o valor mais elevado quanto à meta de superávit primário e as mudanças que venham a ocorrer serão naturais durante a tramitação do Orçamento no Congresso. 

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Barbosa disse que não há previsão de mais cortes nas despesas do Governo mas defendeu o que chamou de esforço do governo para gastar menos.


- Em termos reais, estamos prevendo gastos inferiores ao que tínhamos previsto quatro anos atrás.

Ou seja, Barbosa quis dizer que o governo está fazendo o possível para conter as chamadas despesas discricionárias (que não envolvem Previdência nem gastos com o funcionalismo) e que elas estarão num patamar abaixo do que estavam em 2011.


- O gasto previsto de R$ 250 bi para o ano que vem vale menos do que ele valia há quatro anos o que mostra o tremendo esforço do governo.

Só o tempo

Já o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou que o real valor do déficit nas contas do governo só o tempo será capaz de dizer. Cunha disse que se preocupa com a dívida pública que, para ele, não pode crescer.

- As premissas do déficit têm de ser confirmadas. Isso é verificar se as receitas que estão no Orçamento serão efetivadas e se os índices inflacionários e de crescimento do PIB se confirmarão. 

Num tom de distensão com o Planalto, Cunha afirmou que o ônus do rombo será dividido entre Governo e Legislativo.

- Não tem como o governo enviar isso como Medida Provisória, o ônus também é dos congressistas. O Congresso têm de votar o Orçamento e eu defendo que ele seja aprovado.

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