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“Petrobras sofreu gravíssimo atentado”, diz advogado da estatal

Petroleira atua no julgamento do recurso do ex-presidente Lula como assistente de acusação do Ministério Público Federal

Brasil|Diego Junqueira, do R7


Dotti pediu que favorecimento aos acusados seja revertido para a estatal
Dotti pediu que favorecimento aos acusados seja revertido para a estatal

O advogado René Ariel Dotti, que representa a Petrobras na sessão do TRF4 que julga o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex do Guarujá, afirmou no julgamento desta quarta-feira (24) que a Petrobras sofreu um “gravíssimo atentado” contra seu patrimônio e que foi vítima de uma “refinada organização criminosa”.

— A Petrobras sofreu um gravíssimo atentado contra o patrimônio. A Petrobras é um dos símbolos da independência econômica do nosso país.

A Petrobras atua no julgamento como assistente de acusação do MPF (Ministério Público Federal), que pede uma pena maior ao ex-presidente. Lula, por outro lado, pede a absolvição completa. Ele foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, por supostamente receber o apartamento no litoral paulista em troca de contratos junto a Petrobras.

Além de Lula, recorreram contra a sentença o ex-presidente da OAS, José Aldemario Pinheiro Filho (condenado em primeira instância a 10 anos e 8 meses), o ex-diretor da área internacional da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros (condenado a 6 anos), e o ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, absolvido em primeira instância, mas requer troca dos fundamentos da sentença. O Ministério Público Federal recorreu contra a absolvição em primeira instância de três executivos da OAS: Paulo Roberto Valente Gordilho, Roberto Moreira Ferreira e Fábio Hori Yonamine.

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Para o advogado da Petrobras, as provas contra os acusados são "lógicas".

— A corrupção e a lavagem de dinheiro estão atrelados a uma cadeia de provas que é irresistível à mais simples das lógicas. A Petrobras foi vítima de uma refinada organização criminosa, e assim ocorreu com outras empresas do país. E foi, como diz o juiz Sérgio Moro, uma operação sofisticada e profissional.

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Dotti colocou a empresa como vítima no processo, já que o caso só foi desvendado por ação do MPF e da Polícia Federal.

— Petrobras não poderia sozinha desvendar e resistir a uma complexa e inusitada associação. Havia audácia nas iniciativas e eficiência no sigilo. Não é possivel prever no caso concreto o que era imprevisível.

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Dotti fez ainda uma defesa do atual presidente da estatal, Pedro Parente, afirmando que o executivo reforçou canais de recepção de denúncias na empresa e investiu na transparência.

— Ele demonstrou notável eficiência na gestão técnica. Pedro Parente não aceitaria e não aceitou indicações políticas para a administração da Petrobras. Ao aceitar sua nomeação ele definiu essa condição.

Ao final, Dotti pediu que o tribunal confirme que o “produto obtido pelo crime reverta a seu favor”.

— É uma espécie de Justiça restaurativa.

Acompanhe ao julgamento:

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