Operação Lava Jato
Brasil PF cumpre 11 mandados de prisão em nova fase da Lava Jato

PF cumpre 11 mandados de prisão em nova fase da Lava Jato

Autoridades também realizam 26 de busca e apreensão e 6 intimações. Houve bloqueio de contas e sequestro de bens

Lava Jato

PF cumpre mandados no Rio de Janeiro e no Paraná

PF cumpre mandados no Rio de Janeiro e no Paraná

Jose lucena/Futura Press/Folhapress - 05.12.2018

A PF (Polícia Federal) iniciou nesta quarta-feira (5) a operação Sem Limites, 57ª fase da Lava Jato, que investiga o pagamento de pelo menos US$ 31 milhões (o equivalente a quase R$ 120 milhões) em propinas para funcionários da Petrobras, entre 2009 e 2014.

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Os pagamentos seriam realizados por grandes empresas do mercado de petróleo e derivados, conhecidas como tradings. 

As autoridades cumprem 11 mandados de prisão preventiva, 26 de busca e apreensão e 6 intimações pela autoridade policial nos estados do Rio de Janeiro e no Paraná.

São 22 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva no Rio de Janeiro (RJ), dois de busca e apreensão em Petrópolis (RJ), um de busca e apreensão e um de prisão em Niterói (RJ) e um de busca e apreensão em Curitiba (PR). 

As autoridades também expediram ordens de sequestro de imóveis, bloqueio de contas bancárias e valores até o limite dos prejuízos identificados até o momento. 

As investigações apontam irregularidades na área de trading da Petrobras, onde são realizados os negócios de compra e venda de petróleo e derivados. Também há indícios de irregularidades na realização de negócios de locação de tanques de armazenagem da ou para a companhia pelas mesmas empresas investigadas.

Segundo a PF, o esquema existia desde meados de 2014 e não se sabe se ele continuava atuando até este ano. A área de trading é responsabilidade da Diretoria de Abastecimento, especificamente pela Gerência Executiva de Marketing e Comercialização. A PF diz que as ações não precisavam da autorização da diretoria, o que facilitava que o esquema continuasse.

A PF diz que as investigações indicam "a prática de crimes em duas modalidades de negócios da Petrobras que possuíam características semelhantes: os esquemas de corrupção na área de trading (compra e venda) de petróleo e derivados e os esquemas de corrupção na área de afretamento de navios".

As operações aconteciam dentro da empresa para viabilizar o pagamento de propina a executivos. 

A operação foi batiza de Sem Limites em referência "à transnacionalidade dos crimes praticados (que ocorrem em diversos locais no país e no exterior), à ausência de limites legais para as operações comerciais realizadas e a busca desenfreada e permanente por ganhos de todos os envolvidos, resultado sempre na depredação do patrimônio público".

Os investigados responderão pelos crimes de corrupção, organização criminosa, crimes financeiros e lavagem de dinheiro. 

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