Brasil PF cumpre 31 mandados em ação que investiga fundos de pensão

PF cumpre 31 mandados em ação que investiga fundos de pensão

Investigação aponta os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal

Operação Rizoma

Arthur Pinheiro Machado é um dos alvos da operação

Arthur Pinheiro Machado é um dos alvos da operação

Marcelo Chello/ CJPress/ Estadão Conteúdo - 12.04.2018

A PF (Polícia Federal) cumpre 10 mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal na operação Rizoma, iniciada nesta quinta-feira (12). 

A ação investiga valores de fundos de pensão Postalis, dos Correios, e Serpros, do Serpro, enviados para empresas no exterior gerenciadas por um operador financeiro brasileiro. Deflagrada pela PF, pelo MPF (Ministério Público Federal) e pela Receita Federal, a operação mobilizou 140 policiais federais. 

A operação investiga os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Segundo a PF, os valores dos fundos de pensão enviados para o exterior se referiam a operações comerciais e prestação de serviços inexistentes. 

Os recursos eram distribuídos em contas de doleiros no exterior, que disponibilizavam os valores em espécie no Brasil para suposto pagamento de propina.

Entre os alvos da operação está Arthur Pinheiro Machado, apontado como operador e criador da Nova Bolsa e preso em São Paulo, segundo a PF. Além dele, também são alvo o lobista Milton Lyra, citado em operações anteriores como operador de políticos, e Marcelo Sereno, ex-secretário nacional de comunicação do PT.

A defesa do empresário Milton Lyra afirma que cliente está a disposição da Justiça. 

"A defesa do empresário Milton Lyra informa que seu cliente já havia se colocado à disposição da Justiça do Distrito Federal, que apura o caso, para esclarecimento dos fatos. Ao tomar conhecimento da decisão da Justiça do Rio de Janeiro, prontamente, por meio de seus advogados, o empresário entrou em contato com a Polícia Federal para apresentar-se. A defesa assevera ainda que as atividades profissionais do empresário são lícitas, o que já foi comprovado em diversas oportunidades, e que seu cliente está e sempre esteve à disposição para colaborar com a Justiça e com a investigação".