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PF faz operação para prender quadrilha que fraudava programa Minha Casa Minha Vida

Agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão em São Paulo, Fortaleza e Brasília

Brasil|Do R7

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Ontem, presidente Dilma Rousseff esteve em Ponta Grossa (PR) para entregar unidades do Minha Casa Minha Vida
Ontem, presidente Dilma Rousseff esteve em Ponta Grossa (PR) para entregar unidades do Minha Casa Minha Vida

A Polícia Federal iniciou nesta quarta-feira (17) uma operação para prender uma quadrilha especializada em fraudar o programa Minha Casa Minha Vida. A “Operação 1905”, feita em parceria com a CGU (Controladoria Geral da União), cumpriu oito mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em São Paulo (SP), Fortaleza (CE) e Brasília (DF).

O nome da operação — 1905 — corresponde aos algarismos romanos usados para escrever a sigla do programa habitacional — MCMV. Dos oito mandados de busca e apreensão, seis foram cumpridos na capital paulista, um em Fortaleza e outro na capital federal.


De acordo com a PF, há servidores públicos envolvidos do esquema, que envolve instituições financeiras, correspondentes bancários e empresas de fachada. O grupo estaria desviando dinheiro para a construção de casas populares em cidades com menos de 50 mil habitantes.

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Ainda segundo informações da PF, há indícios de que ex-servidores do Ministério das Cidades também estão ligados à quadrilha. Esses funcionários públicos têm conhecimento sobre o programa e suposta influência junto ao ministério, o que facilita o programa.


Por telefone, o Ministério das Cidades informou ao R7 que foi a própria pasta que solicitou ao ministro da Justiça, no dia 26 de abril, o início da investigação. Ao mesmo tempo, juntamente com a CGU, o ministério abriu uma sindicância interna para apurar as denúncias.

A participação dos ex-servidores era a de prestar serviços inexistentes e, em alguns casos, receber uma compensação financeira, que seria uma espécie de “pedágio”, a partir da cobrança de empresas contratadas para a construção de unidades habitacionais que jamais foram construídas.


As investigações apontam ainda que as empresas atuavam, ao mesmo tempo, na concessão e fiscalização das obras, na indicação das construtoras, medição das obras, liberação dos recursos e construção das casas, ou seja, o grupo investigado atuava em todas as fases do programa Minha Casa Minha Vida, acumulando funções incompatíveis entre si.

Os presos vão responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, estelionato, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. No total, as penas podem atingir 32 anos de prisão. A operação foi realizada após determinação do Ministro da Justiça, a partir da veiculação de denúncias na imprensa.

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