Brasil PF inicia operação que investiga crimes financeiros de corretora

PF inicia operação que investiga crimes financeiros de corretora

Batizada de operação Line Up, ação da PF começou a partir da investigação de contratos subfaturados a DJs internacionais que tocavam em SC

Operação Line Up

Operação foi deflagrada nesta quinta-feira

Operação foi deflagrada nesta quinta-feira

Marcelo Camargo / Arquivo Agência Brasil

A PF (Polícia Federal) iniciou uma operação nesta quinta-feira (28) que investiga crimes financeiros e lavagem de dinheiro por meio do pagamento a DJs de renome internacional. As investigações visam uma corretora de câmbio que atuava no Sistema Financeiro Nacional. 

Batizada de Operação Line Up, os policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão, sendo cinco em São Paulo (SP) e nove em Santa Catarina, nas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú e Blumenau. Também há dois mandados de prisão preventiva contra os diretores da instituição.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Florianópolis (SC).

As investigações começaram em 2013, a partir da possível evasão de divisas realizada através de pagamentos a DJs de renome internacional que vinham atuar em Santa Catarina, com contratos subfaturados. Segundo a PF, chegou-se a uma corretora de câmbio que fazia parte do grupo econômico da empresa de eventos. 

A PF afirma que os índicios de fraude encontrados foram "receber e realizar depósitos em espécie, vedado para operações de câmbio; burlar os limites da posição cambial; movimentar moeda estrangeira de forma paralela e, após apreensão de valores, maquiar as operações; fracionar operações de câmbio para burlar os limites de valores a serem negociados; registrar operações sem a documentação suporte, fraudando a fiscalização; transferir moeda entre unidades sem identificar corretamente o destinatário; atuar no mercado paralelo de câmbio, fraudando as autorizações impostas pelo Bacen; deixar de analisar e/ou identificar os clientes para fraudar os controles de prevenção à lavagem de dinheiro e usar documentos ideologicamente falsos para recuperar valores apreendidos".

A PF afirma que foram realizadas 155 operações de câmbio utilizando nomes de 111 pessoas que já estavam mortas no momento do negócio. Também houve pagamento a terceiros no exterior que não eram exportadores de mercadorias. Estima-se que houve movimentações atípicas de mais de R$ 2 bilhões.