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PF pede prorrogação de prisão de irmão e de braço direito de Dirceu

Policia Federal alegou que não teve tempo de analisar toda documentação apreendida

Brasil|Do R7

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Bob Marques, Luiz Eduardo Oliveira e SIlva e José Dirceu foram presos na 17ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Pixuleco
Bob Marques, Luiz Eduardo Oliveira e SIlva e José Dirceu foram presos na 17ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Pixuleco

A Polícia Federal pediu à Justiça prorrogação da ordem de prisão temporária de Roberto Bob Marques, braço-direito do ex-ministro -chefe da Casa Civil, José Dirceu (Governo Lula). Bob foi preso segunda-feira (3) em regime temporário na Operação Pixuleco. O prazo da custódia de Bob termina nesta sexta-feira (7).

O pedido da PF é extensivo a outros três investigados, entre eles um irmão de Dirceu, Luiz Eduardo Oliveira e Silva - além de Julio Cesar dos Santos, ex-sócio de Dirceu na JD Assessoria e Consultoria, e Pablo Alejandro Kipersmit. Todos foram presos também por cinco dias.


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A decisão sobre prorrogação ou não da prisão de Bob e dos outros alvos da Pixuleco caberá ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz todas as ações penais da Lava Jato.


A Pixuleco prendeu também o próprio José Dirceu - mas no caso do ex-ministro a ordem é preventiva, ou seja, não tem prazo para expirar. Também é este o caso do empresário Fernando Moura, amigo de Dirceu e suposto lobista na Petrobras.

Ao pedir a prorrogação da temporária de Bob, Luiz Eduardo, Julio Cesar e Pablo Kipersmit, a PF alegou que teve pouco tempo para examinar toda a documentação apreendida.


"Cabe destacar a complexa estrutura criminosa investigada na Operação Lava Jato, que já se encontra em sua 17.ª fase. Na atual fase, foram desencadeadas medidas relacionadas a novas pessoas jurídicas e físicas, tendo culminado na apreensão de grande quantidade de suportes de armazenamento digital cuja análise no exíguo prazo de 5 dias resta-se impossível."

Os presos em caráter temporário foram ouvidos pela PF, mas não esclareceram detalhes importantes para a investigação. Bob e Luiz Eduardo negaram qualquer irregularidade ou disseram não se recordar de situações e relacionamentos do ex-ministro e da empresa dele, a JD Assessoria.


"Dado o curto tempo disponível para a apresentação do resultado das diligências realizadas, sem ser possível no período uma adequada análise face ao quanto já existente indiciariamente, procedemos a uma verificação preliminar no material apreendido em decorrência do cumprimento das medidas judiciais. Foram elencados os principais elementos a serem considerados individualmente a cada investigado, com os principais elementos que reforçam as suspeitas da prática dos crimes que levaram à decretação das medidas judiciais ora cumpridas", assinala a PF.

Os investigadores destacam que ainda restam 'diligências importantes' a serem realizadas, como novos depoimentos de empresários que teriam trabalhado em parceria com Dirceu, além dos depoimentos de pagadores e destinatários de valores da JD Assessoria e Consultoria.

"Tal prorrogação visa possibilitar tempo hábil para ultimar a análise dos elementos já arrecadados, bem como eventuais reinquirições necessárias, visando assim eventual supressão de provas, tão recorrente em diversas ocasiões já evidenciadas no curso da Operação Lava Jato", adverte a PF.

Olavo de Moura Filho e Júlio César dos Santos

O juiz Sérgio Moro determinou no mesmo despacho a soltura de Olavo Hourneaux de Moura Filho, irmão do lobista Fernando Moura que supostamente teria indicado Renato Duque para diretoria de Serviços da Petrobras. Duque também está preso pela PF e assinou acordo de delação premiada nesta semana.

Outro preso que foi liberado pela PF é Júlio Cesar dos Santos, sócio da JD. Segundo as investigaões a empresa era utilizada por José Dirceu para oferecer propinas.

"Relativamente a Olavo Hourneaux de Moura Filho e Júlio Cesar dos Santos, não vislumbro necessidade de prorrogação. A própria autoridade policial não requereu a prorrogação da prisão temporária do primeiro. Quanto ao segundo, apesar das provas, em cognição sumária, de seu envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, aparenta ter um papel menor no grupo criminoso, com o que a prorrogação da temporária não é necessária.", diz juiz Sérgio Moro.

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