PF prende vereadora de Santo André por suspeita de fraude no INSS
Elian Santana (Solidariedade) é suspeita de desviar recursos da Previdência Social. Sua chefe de gabinete e outros dois homens também foram presos
Brasil|Diego Junqueira, do R7

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira (26) a vereadora Elian Santana (Solidariedade), de Santo André, na Grande São Paulo, sua chefe de gabinete e outras duas pessoas durante a operação Barbour, que investiga fraudes na Previdência Social.
Segundo informações do MPF (Ministério Público Federal), que solicitou as prisões temporárias, recursos públicos eram desviados da Previdência Social por meio da concessão irregular de aposentadorias. O esquema ilícito seria coordenado dentro do gabinete da vereadora. O R7 entrou em contato por telefone e por e-mail com o gabinete de Elian Santana e aguarda um posicionamento.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso prestava serviços de assessoria previdenciária, principalmente a servidores do Banco do Brasil, oferecendo vantagens para o momento da aposentadoria. Os interessados eram atendidos à distância ou na sala da parlamentar na Câmara de Vereadores de Santo André.
Segundo o MPF, com os documentos em mãos, outros papeis eram forjados pelo esquema para, por exemplo, ampliar o tempo de contribuição ao INSS, e assim liberar o pagamento da aposentadoria mais rapidamente. Já foram identificados 24 benefícios concedidos irregularmente desde outubro de 2017. Os investigadores, no entanto, estimam que centenas de aposentadorias tenham sido fraudadas. A operação acontece em Santo André, São Paulo e Diadema.

Além da vereadora e de sua chefe de gabinete, foram presos um homem que atuava como procurador dos beneficiários e um servidor da agência do INSS em Diadema, que inseria os dados falsos nos sistemas informatizados da Previdência. A Justiça já autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados telemáticos dos quatro envolvidos. As autoridades cumpriram também seis mandados de busca e apreensão e esperam levantar mais elementos sobre o esquema.
Na casa do servidor do INSS, em Diadema, a Polícia Federal apreendeu R$ 42 mil e US$ 3 mil em espécie.
A operação Barbour faz parte da Força-Tarefa Previdenciária, que inclui o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, a Coordenação de Inteligência Previdenciária, o Instituto Nacional do Seguro Social e a Advocacia-Geral da União.
Os envolvidos poderão responder por peculato, associação criminosa, uso de documentos falsos, inclusão de informações inidôneas nos sistemas da Previdência, além de corrupção ativa e passiva.















