PF vasculha celular de sócio da JBS e acha indícios de atuação de Miller
Ex-procurador teria trabalhado para a companhia antes de se desligar do MPF
Brasil|Do R7

A PF (Polícia Federal) vasculhou o celular do presidente-executivo e sócio da JBS Wesley Batista, preso nesta quarta-feira (13) na Operação Lava Jato, e encontrou uma série de mensagens que reforçam a tese de que o ex-procurador Marcelo Miller trabalhou para o fechamento do acordo de delação premiada dos irmãos Batista quando ainda atuava no MPF (Ministério Público Federal).
As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
O parecer da PF indica ainda que membros da PGR (Procuradoria-Geral da República) tinham "ciência de que Miller estava atuando de forma indireta nas negociações da colaboração premiada".
Miller faria parte de um grupo de WhatsApp, que incluía diretores e delatores da JBS. O ex-procurador, porém, só se manifestou na conversa coletiva no dia 4 de abril, quando cumpriu seu último dia de trabalho no Ministério Público no Rio.
A PF informou, porém, que outras mensagens mostram que ele já dava as pistas de como proceder para o fechamento da colaboração premiada desde março.
As trocas de mensagens estavam em um celular de Wesley Batista apreendido em maio deste ano, durante a quarta fase da Operação Lama Asfáltica, deflagrada em maio deste ano.














