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PGR pede continuidade das investigações contra Cabral e Pezão

Políticos cariocas são investigados por suposto recebimento de propina de empreiteiras

Brasil|Do R7

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Em setembro, a PF (Polícia Federal) havia pedido ao STJ que o inquérito contra Pezão e Cabral seja arquivado por falta de provas
Em setembro, a PF (Polícia Federal) havia pedido ao STJ que o inquérito contra Pezão e Cabral seja arquivado por falta de provas

A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), nesta quinta-feira (29) para que o Tribunal mantenha o inquérito contra o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e o antecessor dele no cargo, Sérgio Cabral (PMDB). Ambos são investigados por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras revelado pela Lava Jato.

Em setembro, a PF (Polícia Federal) havia pedido ao STJ que o inquérito contra Pezão e Cabral seja arquivado por falta de provas. O pedido enviado nesta quinta pela PGR contraria, portanto, essa avaliação.

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Os dois são investigados por suspeita de terem recebido R$ 30 milhões em propina de empreiteiras que atuaram nas obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) como "caixa 2" para a campanha à reeleição de Cabral ao governo do Rio em 2010. Na época, Pezão era vice na chapa de Cabral.

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De acordo com o documento, assinado pela vice-procuradora geral da República, Ela Wiecko, "há dados que ainda necessitam de esclarecimentos complementares" sobre a suspeita de que as campanhas eleitorais dos peemedebistas possam ter sido financiadas com propina desviada de contratos da Petrobras.

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A vice-procuradora geral lembra no pedido as informações sobre a suposta participação de Pezão e Cabral no escândalo da Petrobras que foram fornecidas pelo ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, em acordo de delação premiada.

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Ela Wiecko destaca os supostos repasses das empresas Alusa, Skanska, Techint, OAS, UTC e Odebrecht, que mantinham contratos com a Petrobras, ao diretório do PMDB no Rio de Janeiro. De acordo com Wiecko, "a apuração realizada até o momento confirmou a informação de Paulo Roberto Costa sobre a reunião realizada em 2010" entre o ex-diretor da estatal e executivos dessas empresas para discutir repasses para o PMDB. 

Cesar Luiz de Godoy Pereira, executivo da Alusa, confirmou à Polícia Federal o repasse de R$ 500 mil ao diretório do partido no Rio de Janeiro. Além disso, documentos também comprovaram que o PMDB recebeu R$ 200 mil durante a campanha eleitoral de 2010.

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