Pizzolato ficará preso menos de um ano na Papuda
Ex-diretor de marketing do Banco do Brasil já cumpriu 18 meses da pena na Itália
Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato condenado no processo do Mensalão deve ficar preso no Complexo Penitenciário da Papuda em Brasília (DF) menos de um ano. Pizzolato chegou à capital federal às 9h30 em um avião da PF (Polícia Federal), após a Justiça Italiana decidir extraditá-lo.
Em agosto de 2012, Pizzolato foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 12 anos e sete meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Em novembro de 2013, por ter dupla cidadania, ele fugiu para a Itália com o passaporte falso de um irmão morto para evitar ser preso no Brasil.
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Em 18 de novembro, o nome dele foi incluído na lista de procurados internacionais, conhecida como difusão vermelha, da Interpol. Três meses depois, a Polícia Federal, em conjunto com a polícia italiana, localizou-o no norte do país. No dia 5 de fevereiro de 2014, ele foi preso em Maranello por porte de documento falso. Ele estava escondido na casa de um sobrinho.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, explicou que o tempo que ficou preso na Itália ser contado para o restante deo cumprimento da pena na Papuda. A previsão é que a partir de junho de 2016 Pizzolato terá direito a progressão de pena para o regime semiaberto, quando poderá sair da cadeia durante o dia para trabalhar.
— Ele descontou em torno de 18 meses de prisão em cárcere italiano e esse tempo deverá ser deduzido da pena a que deve cumprir aqui agora pela condenação da Justiça Brasileira.
De acordo com Janot, a pena não terá agravante por causa da fuga. No entanto, a PGR (Procuradoria-Geral da República) informou que ele é acusado na Justiça de Santa Catarina por utilizar o documento falso do irmão Celso para fugir da prisão e na Justiça do Rio de Janeiro por lavagem de dinheiro. Esses dois processos podem aumentar a pena de Pizzolato.
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Pizzolato deve cumprir mais tempo da pena em regime fechado que os condenados do núcleo político do Mensalão. Ao todo ele deve ficar preso por dois anos e um mês.
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi condenado a sete anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa. No entanto, ele só ficou preso por 11 meses e 20 dias. Dirceu conseguiu reduzir 142 dias de sua pena, por trabalhar e estudar durante o período em que esteve preso.
O ex-deputado do PT José Genoino foi condenado, inicialmente, por formação de quadrilha e corrupção ativa, o que já lhe garantia o semiaberto. Com um novo julgamento, foi absolvido da acusação de formação de quadrilha e reduziu a pena para quatro anos e oito meses. Foi o primeiro condenado da Ação Penal 470 autorizado a cumprir a pena em casa após oito meses em regime fechado.















