Polícia Militar reforça segurança no Palácio do Planalto para evitar novo protesto indígena
Índios querem audiência com a presidente Dilma Rousseff para debater questões étnicas
Brasil|Do R7, com TV Record

Seis viaturas da PMDF (Polícia Militar do Distrito Federa), entre carros e vans, além de onze do Batalhão de Choque, incluindo uma van para transporte de cães, estão estacionados, nesta sexta-feira (19), em frente ao Palácio do Planalto.
O reforço na segurança foi feito porque há a expectativa de nova manifestação das 800 lideranças indígenas que ocuparam o térreo do Planalto na noite desta quinta-feira (18).
Policiais do Exército e a segurança da Presidência também estão de prontidão. No entanto, até o momento o clima é de tranquilidade e nenhum manifestante foi visto pelas redondezas do Palácio.
Protesto
O grupo indígena protestou em frente à entrada principal do Palácio do Planalto contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 215 e também contra portaria da AGU (Advocacia-Geral da União).
De acordo com um dos representantes do movimento, Neguinho Tuka, a população indígena não foi ouvida durante o processo de elaboração da PEC e teme perder suas terras com as mudanças.
A proposta transfere para o Congresso Nacional o poder de decidir sobre a demarcação de terras indígenas.
Os índios — de 116 etnias, conforme o movimento — também protestam contra a Portaria 303 da AGU que estende a todos os processos demarcatórios de terras indígenas a obrigação de que sejam observadas as 19 condicionantes impostas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para a manutenção da demarcação da Raposa Serra do Sol.
Os indígenas querem ser recebidos pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para agendar uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff.
Dilma viajou para Lima para uma reunião da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e nesta sexta-feira (19) passou pela Venezuela, para cerimônia de posse do presidente eleito Nicolás Maduro.
Nesta terça-feira (16), o mesmo grupo ocupou o plenário da Câmara dos Deputados para protestar contra a PEC 215.















