“Política e futebol nunca combinaram”, diz Mercadante sobre vaias à Dilma no Mané Garrincha
Ministro da Educação cita Nelson Rodrigues para justificar manifestação contra a presidente
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, minimizou, nesta segunda-feira (17), as vaias que a presidente Dilma Rousseff recebeu da torcida que foi ao Estádio Mané Garrincha, no último sábado (15), para assistir ao jogo entre Brasil e Japão, na abertura da Copa das Confederações.
Mercadante citou o escritor Nelson Rodrigues pra justificar a manifestação e disse que “política e futebol nunca combinaram”.
— O que Nelson Rodrigues escreveu há 40 anos expressa bem o que aconteceu: em dia de jogo, Maracanã vaia até minuto de silêncio. As declarações foram dadas durante entrevista coletiva sobre o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o Ministério da Educação, em Brasíla.
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As vaias no Mané Garrincha começaram durante o discurso do presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Joseph Blatter, na abertura da competição. Após a manifestação do público, o chefe máximo do futebol mundial ficou visivelmente nervoso.
— Por favor, amigos do futebol, mostrem ter respeito e fair play.
Após a declaração, as vaias aumentaram ainda mais e diante do cenário, a presidente Dilma foi breve em sua fala.
— Declaro oficialmente aberta a Copa das Confederações 2013.
Manifestações
O ministro da Educação também comentou sobre os protestos organizados pelo movimento Passe Livre, que resultou em confronto entre estudantes e polícia em vários Estados brasileiros, e citou outra personalidade para expressar sua opinião sobre a situação.
Segundo Mercadante, a luta pelo direito de livre manifestação é uma conquista da geração dele e isso deve ser preservado. Mas o ministro condenou o que chamou de “excessos” tanto da polícia como dos manifestantes.
Citando uma frase do pensador José Martí, criador do Partido Revolucionário Cubano, o ministro defendeu que é preciso “amar os jovens”.
— Mesmo quando a gente discorda do que os jovens reivindicam e mesmo que a gente reconheça que há excessos, é preciso amar os jovens. Os jovens têm o direto de se manifestar, o que não pode acontecer são os excessos e a violência, seja por parte dos estudantes, seja, sobretudo, por parte da polícia.
O ministro destacou ainda que a polícia precisar estar preparada para atuar em situações como essas e disse esperar que o confronto seja superado.















