Brasil Por falta de vacinas, prefeitos pedem por saída de Pazuello

Por falta de vacinas, prefeitos pedem por saída de Pazuello

Confederação Nacional dos Municípios afirma que não acredita na capacidade do ministério de conduzir a vacinação contra a covid-19

  • Brasil | Do R7

Resumindo a Notícia

  • Prefeitos criticam interrupção na vacinação contra covid-19 e falta de previsão de novas remessas
  • Confederação afirma que foi ignorada pelo Ministério da Saúde em pedidos de agenda e informação
  • Ministério da Saúde afirma que novas doses chegam no dia 22 de fevereiro
Ministro da Saúde Eduardo Pazzuello em Coletiva do Ministério da Saúde

Ministro da Saúde Eduardo Pazzuello em Coletiva do Ministério da Saúde

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 07.01.2021

A CNM (Confederação Nacional dos Municípios), formada por prefeitos e ex-prefeitos do Brasil, emitiu uma nota nesta terça-feira (16) onde pede pela saída imediata do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por causa da interrupção da reposição das vacinas contra a covid-19, o que vai interromper o processo de imunização em diversas cidades, e também pela falta de previsão de novas remessas pelo Ministério. 

"Foram várias as tentativas de diálogo com a atual gestão do Ministério, entre pedidos de agenda e de informação. A pasta tem reiteradamente ignorado os prefeitos do Brasil, com uma total inexistência de diálogo", critica a entidade. A CNM é formada por associações de municípios de todos os estados do Brasil, reunindo a contribuição de pouco mais de 5.108 cidades brasileiras (92% do total) no ano de 2019.

As cidades de Cuiabá, Rio de Janeiro e Salvador já paralisaram a vacinação nesta semana por falta de doses, medida que já é prevista em outras capitais como Curitiba e Florianópolis caso não cheguem novas doses. A FNP (Frente Nacional dos Prefeitos), que representa prefeitos de capitais e grandes cidades, também fez críticas ao governo federal pela falta de vacinas

A confederação termina a nota afirmando que não acredita que a atual gestão consiga conduzir o processo de vacinação, considerando "necessária, urgente e inevitável a troca de comando da pasta para o bem dos brasileiros".

Em posicionamento publicado nesta segunda-feira (15), o Ministério da Saúde afirmou que já enviou doses suficientes da vacina Sinovac para a aplicação das duas doses nos públicos prioritários e que enviará em breve a quantidade necessária para os que tomaram a Oxford/AstraZeneca. 

"O Brasil já ocupa posição de destaque entre os seis países que imunizaram pessoas em tempo recorde. Em 22 de fevereiro, o Ministério da Saúde recebe doses das vacinas Sinovac e AstraZeneca, adquiridas da Fundação Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz, respectivamente", defendeu a gestão. 

O Brasil já aplicou cerca de 5,3 milhões de vacinas, o que equivale a 2,5% da população. Até junho, a previsão é receber do Instituto Butantan, de São Paulo, 100 milhões de doses da vacina CoronaVac, a primeira a ser aplicada no Brasil. Em janeiro, conforme a secretaria, foram entregues 8,7 milhões de doses. Em fevereiro serão mais 9,3 milhões.

O cronograma do Ministério da Saúde para a vacina produzida pelo Butantan tem previsões de entregas de março até setembro: março (18,1 milhões), abril (15,93 milhões), maio (6,03 milhões), junho (6,03 milhões), julho (13,55 milhões), agosto (13,55 milhões) e setembro (8,8 milhões).

Já da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o cronograma estima o recebimento de 222,4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. Em janeiro, o ministério informou que recebeu 2 milhões de doses. Para fevereiro, a entrega prevista é de 4 milhões. Em março serão 20,7 milhões, em abril mais 27,3 milhões, em maio 28,6 milhões e em junho 1,2 milhão.

Conforme a secretaria, a partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, a Fiocruz deverá produzir e entregar mais 110 milhões de doses no segundo semestre de 2021.

Pelo consórcio Covax Facility, espécie de centro de distribuição internacional de vacinas, o cronograma do Ministério da Saúde prevê a remessa de 42,5 milhões de doses pelo consórcio Covax Facility, sendo 2,65 milhões da vacina AstraZeneca em março e de mais 7,95 milhões do mesmo imunizante até junho.

O Brasil receberá ainda aproximadamente mais 32 milhões de doses de vacinas contra covid-19 produzidas por laboratórios de sua escolha até o final do ano, conforme planejamento do Covax Facility.

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