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Porto Alegre corta R$ 32 milhões da verba pública para assistência social

Segundo balanço, só em 2019 queda foi de R$ 15,7 milhões. Prefeitura da capital gaúcha nega redução e diz que abriu mais 150 vagas em alburgues

Brasil|Luize Baine, da Record TV

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Serviços sociais sofreram perdas de recursos em Porto Alegre
Serviços sociais sofreram perdas de recursos em Porto Alegre

A Prefeitura de Porto Alegre cortou R$ 32 milhões de verba pública para assistência social desde 2016, segundo apontam os balanços contábeis da administração da capital gaúcha. E as consequências foram agravadas, durante a pandemia. Só no ano passado, a queda nos investimentos em políticas de assistência social foi de R$ 15,7 milhões.

Um albergue de Porto Alegre, que fornecia 140 vagas para moradores em situação de rua, teve o repasse de recursos interrompido pela prefeitura em março deste ano. A administração pública rompeu o contrato com a entidade que administrava o local, pegando todos de surpresa.


"A gente não está entendendo o que está acontecendo até agora, pra falar a verdade, porque a gente tem um trabalho, tem um histórico de mais de 50 anos atendendo a população em situação de rua, com uma boa relação com a comunidade e de repente tem uma outra instituição trabalhando na nossa casa", afirmou o ex-administrador do albergue, Gustavo Brum, afirmou ao Jornal da Record.

Hoje, o local é administrado por uma outra entidade social, que assinou convênio com a prefeitura, e oferece 80 vagas a moradores em situação de rua, uma queda de 60% na ocupação.


Outros projetos sociais têm sido afetados, como o grupo "cozinheiros do bem", que distribui alimentos há mais de cinco anos. Os voluntários colocaram pias portáteis em diferentes pontos da cidade, para que os moradores de rua pudessem higienizar as mãos - uma das principais recomendações de médicos para prevenir o coronavírus. Só que a prefeitura se negou a fornecer água.

O diretor do grupo, Julio Ritta, disse: "Então a gente está gastando dinheiro próprio, dos voluntários, para a gente continuar. A gente abastece semanalmente, a gente coloca sabão líquido, álcool em gel e a gente está conseguindo amenizar um pouco o sofrimento dessas pessoas".

A Prefeitura de Porto Alegre afirma que não reduziu os investimentos na área social e que, durante a pandemia, abriu mais de 150 vagas em abrigos. Disse ainda que há 34 espaços de higiene, em praças e parques, que oferecem detergente, clorofina e papel.

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