PPS vai colher assinaturas para criar a CPI da Rosemary
Partido se move contra blindagem da ex-funcionária do governo
Brasil|Do R7, em Brasília
O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), e o líder do partido na Câmara, Rubens Bueno (PR), anunciaram na tarde desde terça-feira (4) que vão começar a colher assinaturas para a instalação da CPI da Rosemary (Nóvoa de Noronha).
A ex-chefe de gabinete da Presidência da República na cidade de São Paulo (SP) é uma das investigadas da Operação Porto Seguro, montada pela Polícia para apurar irregularidades na representação do governo.
Os deputados tentam articular a CPI após a blindagem do governo para impedir que os indiciados da operação Porto Seguro prestem depoimento no Congresso. Na avaliação do PPS, as investigações em torno da suposta quadrilha, que tem como uma das figuras centrais Rosemary não pode ficar restrita ao inquérito da Polícia Federal.
Durante audiência na Câmara com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com delegados da Polícia Federal responsáveis pelo caso, Rubens Bueno disse que a atuação da ex-chefe de gabinete em atos importantes do governo ocorre há muito tempo.
— Não é de hoje que essa senhora vinha agindo no governo. O que vemos é que ela está sendo blindada aqui no Congresso e também nas investigações em andamento. Nos estranha o motivo de Rosemary não ter sido alvo de interceptações telefônicas e de quebras de sigilo.
Já o presidente do partido, Roberto Freire, afirma que é obrigação do Legislativo investigar o caso de corrupção que atinge o coração da Presidência da República e envolve uma secretária muito próxima do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
— Defender a abertura de uma CPI é afirmar a função do Poder Legislativo, que não pode se omitir diante de um fato de extrema gravidade como esse.
Roberto Freire argumenta que uma CPI, pela agilidade que tem em quebrar sigilos, poderia até mesmo auxiliar o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público.
— Vamos iniciar a coleta de assinaturas que servirá ao menos para mostrar quem tem e quem não tem interesse em blindar Rosemary.
Em defesa
Nesta terça-feira, durante audiência na Câmara, o ministro da Justiça e os delegados da PF responsáveis pelo caso informaram (3) que não havia necessidade de se monitorar Rosemary nem foi necessário quebrar seus sigilos. Segundo Cardoso, “a decisão de não grampear Rosemary foi técnica”.
No Senado
Os ministros Luís Adams da Advocacia-Geral da União e José Eduardo Cardozo da Justiça vão ao Senado nesta quarta-feira (5) prestar esclarecimentos sobre as providências tomadas após a Operação Porto Seguro.
*Colaborou Taciana Collet, da Record News















