Presidente da Alstom nega participação da empresa em escândalo dos trens
Marcos Costa compareceu hoje a reunião da CPI do Transporte Coletivo na Câmara de SP
Brasil|Do R7
O presidente da Alstom no Brasil, Marcos Costa, e outros dois diretores da empresa participaram da reunião da CPI do Transporte Coletivo nesta quinta-feira (28) na Câmara Municipal de São Paulo. A Alstom é investigada por formação de cartel e pagamento de propina em serviços prestados ao Metrô e a CPTM.
Costa negou as acusações. Segundo ele, as consultorias contratadas pela Alstom, que, conforme as investigações seriam o meio pelo qual a propina seria paga, de fato prestaram serviços à empresa.
— Contratamos consultores reconhecidos no mercado, que prestaram serviços e receberam em função deles.
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A Alstom é investigada pelo Ministério Público suíço por denúncias semelhantes em diversos países. De acordo com Marcos Costa, o processo já está encerrado, e o Brasil não sofreu nenhuma sanção.
Costa também respondeu as denúncias de formação de cartel, trazidas à público pela empresa Siemens, que já depôs na CPI.
— Os indícios que a Siemens vê de formação de cartel, nós não vemos.
Costa argumentou que as acusações de que haveria acerto entre as empresas para dividirem os contratos do Metrô e CPTM não ocorre.
Ele confirmou que a Alstom subcontrata outras empresas do setor, como a Bombardier, a Mitsui e a Temoinsa, mas disse que esses procedimentos são comuns no setor.
— Algumas concorreram à licitação com outros consórcios, mas perderam no valor total. É normal tentar venderem o produto que fabricam para o grupo vencedor da licitação.















