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Presidente da CPI do Cachoeira adia apresentação do relatório final

Mudança teve motivos técnicos. Oposição prepara documento

Brasil|Mariana Londres, do R7, em Brasília

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O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI do Cachoeira, informou em comunicado nesta segunda-feira (19) que a reunião em que o relatório final da comissão será apresentado foi adiada para quarta-feira (21). A reunião estava inicialmente marcada para amanhã (20).

O motivo do adiamento, conforme o R7 apurou, é simplesmente técnico. A comissão precisou de mais tempo para imprimir os relatórios que serão entregues aos parlamentares, que somam mais de mil páginas.


O relatório elaborado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG) deve propor o indiciamento de todos os depoentes que ficaram em silêncio perante a comissão. A finalização dos trabalhos, no entanto, não é consenso entre os parlamentares que participam da comissão.

Quatro parlamentares da CPI, os deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) finalizam um relatório paralelo que será apresentado nesta semana na comissão. Com o relatório paralelo, os parlamentares abrem a divergência do grupo em relação ao relatório da CPI, que é o chamado voto em separado.


Além da divergência, os parlamentares vão entregar uma representação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que o MPF (Ministério Público Federal) investigue a organização criminosa comandada por Carlinhos Cachoeira, e o comando da Delta. Fora a onda de silêncios em depoimentos que a comissão enfrentou, mais de 500 requerimentos deixaram de ser votados na comissão.

No documento, que contém dados sigilosos obtidos pela CPI por meio de quebras de sigilo, os parlamentares pedem que o MPF apure contratos suspeitos da construtora Delta com os governos de vários Estados e prefeituras. Empresas estatais também estão na mira dos parlamentares.


De acordo com o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) não foram apuradas pela CPI as atividades de 12 empresas fantasmas ligadas à Delta, nas quais a empreiteira depositou mais de R$ 500 milhões. Também, segundo Bueno, não houve apuração rigorosa sobre as operações atípicas realizadas por 17 empresas, fato apontado em relatório do Coaf enviado à CPI.

Na representação, constam ainda dados sobre um esquema de evasão de divisas patrocinado pela organização criminosa de Cachoeira.

No início de novembro, a bancada do PSDB já protocolou uma representação na PGR pedindo que o MPF investigue as denúncias que não foram apuradas pela CPI do Cachoeira.

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