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PT deve perder espaço e PMDB crescer com reforma ministerial de Dilma

Novos nomes só devem ser revelados após presidente voltar da cúpula do G20

Brasil|Do R7

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Dilma deve anunciar novos ministros na semana que vem
Dilma deve anunciar novos ministros na semana que vem

Com uma presença menor no Congresso Nacional, o PT deve perder espaço na Esplanada dos Ministérios. Após a reeleição da presidente Dilma Rousseff e recomendação do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, os titulares das pastas começaram, nesta semana, a colocar os cargos à disposição.

Hoje, o partido da presidente Dilma Rousseff possui 88 deputados e comanda 15 das 39 pastas — algumas delas com alto orçamento. A partir de 2015, porém, o número de cadeiras petistas na Câmara cairá para 70. A menor participação no parlamento deve ser refletida no Executivo.


A maior participação da base aliada no governo deve ter, como principal beneficiado, o PMDB, atualmente com três pastas. Embora também tenha perdido cadeiras, passando de 71 deputados para 66, o partido de Michel Temer segue como o principal aliado petista. O apoio é considerado estratégico para que a presidente consiga emplacar seus projetos no Congresso, garantindo a governabilidade.

Para o cientista político Carlos Ranulfo, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o tamanho da fatia peemedebista vai depender do quanto Dilma está disposta a aceitar Eduardo Cunha, um dos expoentes da ala do PMDB que é crítica ao governo, na presidência da Câmara.


— É difícil fazer especulações, mas, de toda maneira, a participação do PMDB no governo deve crescer.

Até esta quarta-feira (12), ao menos dez ministros haviam entregado a carta de demissão ou comunicado a saída extraoficialmente. Antônio Flávio Testa, professor de ciências políticas da UnB (Universidade de Brasília), afirma que o movimento dos ministros é praxe.


— É usual, no final de qualquer governo, colocar os cargos à disposição, para dar liberdade de negociação para a presidente. Alguns são reconduzidos, outros, não. É sempre assim, no governo FHC também aconteceu.

Ranulfo, da UFMG, chama a atenção para o fato de que os partidos mais à esquerda da base aliada perderam força nas eleições deste ano, o que pode dificultar o diálogo entre o Planalto e o Congresso.


— A base deslocou-se mais para o centro, mais para a direita. Esse segundo mandato terá, então, de encontrar, entre os aliados, um núcleo político a ser ouvido, a ser consultado sistematicamente. Isso não houve no primeiro mandato e será crucial agora. A formação desse núcleo é importante para que a presidente se antecipe a problemas que possa vir a ter com a base.

Os nomes dos novos ministros devem ser revelados aos poucos. No momento, as maiores especulações giram em torno da pasta da Fazenda. Entre os cotados para substituir Guido Mantega (PT), está Josué Alencar (PMDB). Para Testa, da UnB, após voltar da cúpula do G20, Dilma deve começar os anúncios pelos ministérios de maior visibilidade.

— Ela deverá anunciar algumas mudanças, mas ela não vai apresentar a nova composição de forma completa, não é o estilo da Dilma. Ela deve anunciar algumas mudanças setoriais, a prioridade é a nova equipe econômica. Provavelmente vai indicar os ministros da Fazenda, da Saúde e da Educação, esses ministérios de mais visibilidade.

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