Quadrilha investigada pela PF violou dados sigilosos de ex-ministro e senador
Suspeitos responderão por formação de quadrilha e outros crimes
Brasil|Vinícius Galante, do R7
Um ex-ministro, um senador e dois prefeitos estão entre as pessoas que tiveram os dados sigilosos violados por uma quadrilha especializada neste tipo de crime. O grupo é um dos alvos da operação Durkheim, deflagrada nesta segunda-feira (26) pela Polícia Federal. Trinta e três pessoas foram presas e 87 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco Estados.
O superintendente da PF em São Paulo, Roberto Troncon Filho, afirmou em entrevista coletiva que as identidades das vítimas serão preservadas nessa fase das investigações. Segundo ele, todas serão ouvidas.
Troncon explicou ainda que a operação investiga duas quadrilhas diferentes. Uma delas é especializada em violação de dados bancários, telefônicos e fiscais e outra é composta por doleiros que enviavam grandes remessas de dinheiro para o exterior. Uma pessoa seria o elo entre os dois grupos.
Apreensão na casa de Del Nero não tem ligação com o futebol
O delegado Julio César Baida, que também participou da entrevista coletiva, explicou que os dados sigilosos eram comercializados a preços muito baixos e falou sobre os envolvidos no esquema.
— Entre os suspeitos de participação nos crimes estão integrantes de um grande escritório de advocacia e funcionários de uma empresa de telefonia.
De acordo com a PF, as prisões e os mandados foram cumpridos nos Estados de São Paulo, Goiás, Distrito Federal, Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro. Os suspeitos serão indiciados por formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva.
O vice-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e presidente da Federação Paulista de Futebol , Marco Polo Del Nero, prestou esclarecimentos à Polícia Federal nesta segunda-feira e foi liberado em sequência. Roberto Troncon Filho não quis dizer se ele será indiciado.
— Temos que preservar o direito à presunção de inocência
Operação Durkheim
O inquérito policial teve início em setembro de 2009 com a investigação do suicídio de um policial federal na cidade de Campinas (interior de São Paulo), que apontou a possível utilização de informações sigilosas, obtidas em operações policiais, para extorquir políticos, suspeitos de envolvimento em fraudes em licitações.
No decorrer do inquérito, foram identificadas duas organizações criminosas atuando em paralelo e de modo independente. As duas tinham como elo uma pessoa investigada, que atuava com os dois grupos criminosos.















