Brasil Queiroga diz que taxa de mortes de crianças não justifica emergência

Queiroga diz que taxa de mortes de crianças não justifica emergência

Ao menos 1.148 crianças morreram pela doença no Brasil desde o início da pandemia

Agência Estado
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante anúncio de medida de cooperação

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante anúncio de medida de cooperação

Marcelo Camargo/Agência Brasil - 20.12.2021

Em meio à pressão sobre o governo para o início da vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19, medida já autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e respaldada pela comunidade científica, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quinta-feira (23) que as mortes pela doença nessa faixa etária estão em nível que não demanda "decisões emergenciais".

De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, ao menos 1.148 crianças até 9 anos já morreram de Covid-19 no Brasil desde o início da pandemia. O número corresponde a 0,18% dos óbitos pelo coronavírus, mas já supera o total de mortes infantis por doenças para as quais há vacina.

"Os óbitos em crianças [por Covid-19] estão absolutamente dentro de um patamar que não implica decisões emergenciais. Ou seja, favorece o Ministério da Saúde, que tem que tomar suas decisões em evidências científicas de qualidade", declarou Queiroga à jornalista em frente à pasta.

No entanto, a Anvisa e outros especialistas, após estudos de segurança e eficácia, já asseguram a existência de evidências científicas para vacinar crianças de 5 a 11 anos com as doses pediátricas da Pfizer. A Fiocruz, inclusive, ressalta que a medida é fundamental para a imunidade coletiva contra a doença.

O Ministério da Saúde abriu uma consulta popular sobre o início da aplicação de vacinas nessa faixa etária, diante da resistência do presidente Jair Bolsonaro (PL) aos imunizantes. "Felizmente o número de óbitos nessa faixa etária é baixa. Isso quer dizer que não devemos nos preocupar? Claro que não. Mas, mesmo que as vacinas começassem a ser aplicadas amanhã, isso não teria o condão de resolver o problema de forma retrospectiva", acrescentou Queiroga nesta quinta-feira.

Últimas