Relator adia voto e decisão sobre futuro do porte de drogas no Supremo fica para quinta-feira
Ministro do STF Gilmar Mendes avisa que seu voto é longo e, por isso, pediu para adiar fala
Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

O relator do caso que pode terminar com a descriminalização do porte de drogas no Brasil no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, decidiu adiar a leitura do seu voto no processo desta quarta-feira (19) para amanhã. O motivo, segundo Mendes, é o tempo que vai levar para justificar sua decisão.
Mais cedo, o defensor público de São Paulo Rafael Munerati citou um dos grandes sucessos dos Beatles, durante sua tese, para defender a descriminalização das drogas, na sessão desta quarta-feira (19), no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília (DF).
A música escolhida foi Lucy in the Sky with Diamonds, do álbum Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band, de 1967, auge da psicodelia da banda. Munerati ressaltou o fato que as letras iniciais de Lucy, Sky e Diamonds formam a sigla LSD, droga muito popular durante os anos 60.
— Assim como essa canção tantas outras obras artísticas geniais foram produzidas na década de 60, num tempo em que ainda não existia no seu total vigor a política chamada de guerra às drogas, quando levada ao seu extremo se torna até irracional.
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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rebateu a tese do defensor público de São Paulo.
— Essa música é da minha época. Eu cantei muito essa música, mas nem por isso eu consumi ou faço apologia ao uso dessa droga sintética.
Entenda o caso
O Supremo julga um processo que pode acabar com a descriminalização do porte de drogas para o consumo pessoal no País.
A decisão sobre a descriminalização das drogas pode sair da análise de um caso em que agentes penitenciários encontraram 3 gramas de maconha na cela de um detento em Diadema, na Grande São Paulo, em 2009. O relator do caso é o ministro Gilmar Mendes.















