Relator da CPMI nega estratégia para esvaziar sessão
Só dez parlamentares estavam presentes na comissão. Quórum mínimo é de 17 pessoas
Brasil|Do R7, com Estadão Conteúdo

O relator da CPI Mista da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS), negou nesta quarta-feira (18), que haja uma tentativa deliberada do governo de esvaziar os trabalhos da comissão.
— Não existe nenhuma estratégia do governo para esvaziar.
Num movimento ensaiado, a base aliada desistiu de comparecer à sessão da CPI Mista da Petrobras, o que, na prática, evitou se realizar a votação de requerimentos que poderia aprovar as quebras de sigilo fiscal, bancário e telefônico do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de abastecimento da petroleira Paulo Roberto Costa.
Os dois estão presos e são investigados pela Polícia Federal no curso da Operação Lava-Jato.
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Marco Maia atribuiu a falta de quórum ao fato de ser uma quarta-feira, véspera de feriado e dia de difícil mobilização de quorum no Congresso. O presidente da CPI mista da Petrobras, Vital do Rêgo (PMDB-PB), esperou meia hora para garantir o quórum mínimo de 17 parlamentares previsto no regimento para se votar requerimentos.
Não havia sequer quórum para abrir os trabalhos. Subscreveram a lista de presença apenas 10 parlamentares: os senadores Vital do Rêgo, Alvaro Dias (PSDB-PR), e os deputados Marco Maia (PT-RS), que é relator da CPI, Bernardo Santana (PR-MG), Julio Delgado (PSB-MG), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), João Magalhães (PMDB-MG), Izalci (PSDB-DF), Marcos Rogério (PDT-RO) e Rubens Bueno (PPS-PR).















