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Renan admite tensões, mas minimiza problemas na relação entre Legislativo e Executivo

Para ele, é natural que haja tensões, mas é importante preservar o interesse do País

Brasil|Do R7

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O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), minimizou nesta quarta-feira (7) problemas na interlocução do Legislativo com o Executivo. Segundo Renan, a relação entre o Congresso e o Executivo “vai muito bem”. Para ele, é natural que haja tensões, mas é importante preservar o interesse do País.

Apesar da avaliação amistosa, Renan mudou o tom ao falar sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Orçamento Impositivo, que estabelece, entre outras mudanças, a obrigatoriedade da execução orçamentária das emendas individuais dos parlamentares.


O tema é foco de preocupações do governo, que teme impactos sobre gastos prioritários, como os investimentos em programas sociais.

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O presidente do Senado deixou claro que é favorável à proposta, mas disse que vai aguardar o encaminhamento do projeto pela Câmara dos Deputados.

— Acho que é o momento de acabar com o "toma lá dá cá" e tornar mais transparente a relação entre o Executivo e o Legislativo.


Aprovada na noite da última terça-feira (6) na comissão especial criada para analisar o mérito da matéria na Câmara dos Deputados, hoje a proposta pode ir à votação no plenário da Casa.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse, no entanto, que, para ser votada nesta quarta-feira em plenário, a PEC do Orçamento Impositivo ainda depende de acordo. Segundo ele, há necessidade de quebra de interstício (intervalo de tempo antes do qual não se pode promover determinado ato) para que a proposta seja pautada hoje.


De acordo com o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), a discussão do Orçamento Impositivo foi a “única questão que ficou fora da casinha” na reunião desta semana entre os líderes da base e a presidente Dilma Rousseff. Guimarães disse que o PT tentará construir um acordo até a noite, antes da votação.

— O tudo ou nada é nada. Nestas condições, eu defendo o acordo. Esta o governo já perdeu, portanto, temos que, a partir disso, construir um entendimento desde que não agrida tanto o Orçamento da União.

José Guimarães ressaltou que é preciso pensar em uma política de redução de danos para o governo. Para o deputado, uma saída seria vincular a imposição das emendas aos programas e projetos que já estão em execução.

Já o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PT-PI), defendeu que, quando chegar à Casa, a questão seja analisada com muita cautela.

— Temos que ter cuidado para não fazer algo que seja objeto de uma judicialização e leve, mais uma vez, a uma situação de desmoralização.

Para Dias, a figura do Orçamento Impositivo “é claramente inconstitucional”. Mesmo assim, ele concorda que é preciso haver um mecanismo que dê segurança aos parlamentares.

Como a arrecadação do governo é variável, a alternativa defendida por Dias é que a imposição de emendas parlamentares não seja feita com base em valores fixos.

Para ele, a regra poderia ser calculada com base em uma porcentagem sobre recursos não contingenciáveis do Orçamento.

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