Renan diz que governo precisa reforçar segurança de informações
Presidente do Senado disse que espionagem "vai se repetir"
Brasil|Da Agência Brasil

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quinta-feira (12) que o governo brasileiro precisa reforçar a segurança de dados, principalmente de setores estratégicos.
— O que nós temos [que fazer] é desenvolver sistemas de informações que nos permitam reservar os interesses do País dessa espionagem que, certamente, vai se repetir.
O governo brasileiro e o Parlamento têm apresentado pedidos de mais informações a respeito da espionagem. Nas duas últimas semanas, o apelo tem sido reforçado pelas autoridades brasileiras, mesmo diante da garantia dada pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que esteve no Brasil, de que o objetivo do monitoramento feito pelos Estados Unidos é garantir segurança e combate ao terrorismo.
Lula diz que EUA se acham “xerife do mundo” e cobra explicações de Obama sobre espionagem
Na semana passada, senadores instalaram a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Espionagem, para investigar as denúncias e as explicações de autoridades do governo Barack Obama. Há dois dias, o colegiado decidiu convidar o jornalista britânico Glenn Greenwald, responsável pelas denúncias de que a agência americana, e o seu companheiro, David Miranda, para explicar mais detalhes do caso.
Os senadores também querem ouvir autoridades brasileiras e convidaram, para a próxima semana, a presidente da Petrobras, Graça Foster, e a diretora da Agência Nacional de Petróleo, Magda Chambriad.
Apesar do clima de indisposição e do suspense em torno da viagem da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, a chefe do Executivo confirmou nesta quarta-feira (11) que estará na abertura da sessão anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, no próximo dia 23.
Nesta quarta-feira (11), o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, reuniu-se com a conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice.
Apesar de reconhecer como legítimas as preocupações brasileiras, a representante do departamento norte-americano alertou que há uma “distorção” da imprensa nos relatos sobre o caso.















