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Renan diz que não foi à posse de Lula para não tomar partido

Presidente do Congresso Nacional disse que tem “função institucional”

Brasil|Da Agência Brasil

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Renan não quis comentar a posse do deputado mineiro Mauro Lopes, seu colega de partido, como ministro da SAC
Renan não quis comentar a posse do deputado mineiro Mauro Lopes, seu colega de partido, como ministro da SAC

O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quinta-feira (17) que não foi à posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chefia da Casa Civil da Presidência da República porque não queria que sua presença fosse interpretada como uma participação política.

— Eu não tenho ido às posses. E tenho dito que, como presidente do Congresso Nacional, minha função é institucional. E nada que possa derivar para uma participação política ou partidária merece ter o meu prestigiamento. Senão, do ponto de vista do Congresso, estaremos embaçando o meu papel.


Renan também comentou as falas do ex-presidente interceptadas em grampo autorizado pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, nas quais Lula diz que o “Congresso se acovardou” diante dessa operação.

— Eu acho que qualquer comentário que desmereça as instituições não é bom para a democracia.


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Ele não quis comentar a posse do deputado mineiro Mauro Lopes, seu colega de partido, como ministro da Secretaria de Aviação Civil. Na última convenção nacional do PMDB, o partido decidiu que não assumiria nenhum novo cargo no governo pelos próximos 30 dias, até decidir se permanecerá como aliado do Palácio do Planalto. Agora, por ter aceitado o cargo contrariando a deliberação do partido, Lopes pode sofrer sanções do PMDB.


— Em nenhum momento deste governo, eu participei com sugestão para a nomeação de ministros. Eu acho que essa é uma tarefa da presidente da República. Muito menos eu devo falar agora sobre a nomeação de um ministro do PMDB.

Questionado sobre as cobranças para que seu partido se posicione com mais celeridade em relação ao apoio à presidenta Dilma Rousseff, diante do agravamento da crise política e institucional do País, Renan voltou a dizer que não fala pelo PMDB, mas admitiu que a legenda está dividida.


— O PMDB é um partido grande que tem correntes diferentes. É claro que em um momento como este, em que a sociedade está dividida, o PMDB tem várias posições. O esforço na convenção do PMDB foi no sentido de que não houvesse deliberação para não expressar essa divisão. Mas quem fala pelo PMDB é a direção.

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