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Restos mortais do ex-presidente João Goulart serão exumados em Brasília, diz Comissão da Verdade

Perícia ainda não tem data para ocorrer, mas deve ser feita até o final deste ano

Brasil|Do R7

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João Goulart
João Goulart Presidência da República

Os restos mortais de João Goulart serão exumados para desvendar se a morte ocorreu por meio da troca de medicamentos que o ex-presidente tomava para problemas no coração, informou nesta terça-feira a Comissão Nacional da Verdade. Os restos mortais serão periciados em Brasília, sem data marcada para ocorrer.

Hoje houve uma reunião entre diversos órgãos, entre eles, Comissão da Verdade, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, além de peritos brasileiros e estrangeiros, com a família Goulart, para tratar de aspectos técnicos da exumação.


Presidente do País entre 1961 a 1964, quando sofreu golpe militar, João Goulart morreu na Argentina, em 1976. Seu corpo foi sepultado em São Borja, no Rio Grande do Sul, sua cidade natal.

Leia a crítica do documentário sobre o ex-presidente


Na ocasião da morte, não foi realizada autópsia. O ex-agente secreto uruguaio Mario Barreiro Neira, que cumpre pena no Brasil por tráfico de armas, declarou há quatro anos que o ex-presidente foi assassinado, pela troca do medicamento que tomava por veneno.

Um porta-voz da Comissão da Verdade confirmou a decisão de exumar os restos mortais de Jango, que foi vigiado no exílio em seus últimos anos de vida. Em nota, a Comissão afirma:


— A versão de Barreiro é corroborada por documentos que sugerem a existência de um plano internacional para eliminar líderes de oposição às ditaduras latino-americanas do cone-sul. Estes documentos e planos são mostrados, por exemplo, no documentário Dossiê Jango, do cineasta Paulo Henrique Fontenelle.

A exumação foi solicitada em 18 de março, pelos familiares do ex-presidente em uma audiência pública da Comissão, que investiga as violações dos direitos humanos durante os anos de ditadura.

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