Reunião do PSDB começa com Alckmin, Aécio, Tasso, Serra, Doria e FHC
Encontro deve definir se a sigla vai desembarcar do governo de Michel Temer
Brasil|Do R7
A reunião do PSDB para discutir o futuro do partido no governo federal começou por volta das 19h30, no Palácio dos Bandeirantes e conta com a presença de 16 tucanos, entre eles o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o senador Aécio Neves (MG), o presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati (CE), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o prefeito de São Paulo João Doria, e o senador José Serra (SP).
Também participam do encontro o governador do Paraná, Beto Richa o governador de Goiás, Marconi Perillo, o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, o governador do Mato Grosso, Pedro Taques, o senador Paulo Bauer (SC), o deputado Cássio Cunha Lima (PB), o deputado Ricardo Trípoli (SP), o deputado Sílvio Torres (SP), o presidente do instituto Teotônio Vilela, José Aníbal, e o secretário da Casa Civil do governo de São Paulo, Samuel Moreira.
O encontro, classificado como reunião de emergência e previsto para começar horas depois da leitura do parecer de Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia contra o presidente na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), vai definir se a sigla desembarca do governo do presidente Michel Temer (PMDB).
Neste domingo (9), chamou atenção a declaração de Alckmin, anfitrião da reunião desta segunda. O governador adiantou não ver motivo para o PSDB participar do governo depois da votação da reforma trabalhista, prevista para esta terça-feira, no Senado.
A iniciativa de convocar o encontro foi tomada em um momento de acirramento do racha entre os tucanos. O senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino do partido, disse na semana passada que o País "beira a ingovernabilidade" e o senador Cássio Cunha Lima (PB) afirmou que a gestão Temer "pode estar diante do início do fim". Além disso, existe o temor que a impopularidade de Temer possa contaminar o PSDB nas eleições de 2018.
Na avaliação de Alckmin, os tucanos devem ajudar o Brasil, "mas sem precisar participar do governo". Questionado sobre se este é o momento certo para o PSDB sair da base aliada que dá sustentação ao governo Temer, Alckmin respondeu que por ele encerraria a aliança, mas ponderou que o partido tem responsabilidade com o País, ajudando na aprovação das reformas.














