Brasil Reuniões nesta manhã definem futuro das Forças Armadas

Reuniões nesta manhã definem futuro das Forças Armadas

Chefes da Marinha, Exército e Aeronáutica podem entregar cargos em resposta à saída de Fernando Azevedo do Ministério da Defesa

  • Brasil | Thiago Nolasco e Christina Lemos, do R7

Resumindo a Notícia

  • Demissão de Fernando Azevedo do Ministério da Defesa surpreendeu Forças Armadas
  • Chefes da Marinha, Exército e Aeronáutica deverão colocar próprios cargos à disposição
  • Chefe do Exército, Edson Leal Pujol é o principal alvo do Planalto e pode sair da função
  • Reuniões com Azevedo e, depois, com Braga Netto vão selar futuro de comandantes
Fernando Azevedo, agora ex-ministro da Defesa

Fernando Azevedo, agora ex-ministro da Defesa

Marco Bello/Reuters

Depois da troca no comando do Ministério da Defesa, os chefes das Forças Armadas se reúnem, a partir das 10h desta terça-feira (30), com o agora ex-ministro da pasta Fernando Azevedo e na sequência, com o novo titular, nomeado hoje no Diário Oficial da União, general Walter Braga Netto.

A expectativa é que o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, o chefe da Marinha, Ilques Barbosa Júnior, e o comandante da Aeronáutica, Antonio Carlos Moretti Bermudez, entreguem os cargos em desagravo a Azevedo.

Fontes do R7 indicam que é dada como certa a saída do general Pujol. A mudança seria um desejo do presidente Jair Bolsonaro, mas encontrou resistência por parte do então ministro Azevedo, que sempre condenou à ideia.

Azevedo já está no prédio do ministério e conversará, primeiro a sós, com os chefes das Forças Armadas para tentar apaziguar os ânimos. Mais tarde, após 10h30, Braga Neto se juntará aos militares.

Conforme a colunista do R7 Christina Lemos publicou nesta segunda-feira (29), a pior das sinalizações será se os três comandantes entregarem seus postos. "Os cargos são sempre do presidente, mas a simbologia do gesto é o que conta neste momento", avalia um ex-ministro civil da pasta da Defesa, sob a condição de anonimato.

Isso porque não foi bem vista a repentina demissão do general Fernando Azevedo, comunicada ao titular da Defesa num encontro de poucos minutos com o presidente, sob a justificativa de que a mudança integraria um conjunto de alterações no primeiro escalão.

Azevedo funcionava como anteparo aos movimentos de Bolsonaro de exigir o alinhamento incondicional das Forças Armadas às suas posições políticas. "A politização das Forças Armadas não será aceita", analisa o ex-ministro, após diálogo com fontes militares.

O principal indicativo disso é a própria manifestação de Fernando Azevedo ao deixar o posto. O general foi rápido na resposta ao Planalto e sua nota oficial, lida com atenção pelos atores envolvidos. "Preservei as Forças Armadas como instituições de Estado" - e não "instituições de governo", analisou o ex-ministro.

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