Saiba como cobrar seu parlamentar no Senado

Senadores receberam mais de 1,3 mi de mensagens por canais de comunicação em 2013

  • Brasil | Kamilla Dourado, do R7, em Brasília

Ferramenta recebe cerca de 1,2 milhão de mensagens por ano

Ferramenta recebe cerca de 1,2 milhão de mensagens por ano

Divulgação

As manifestações de junho do ano passado levaram cerca de 1,4 milhão de pessoas às ruas de diversas cidades do País para cobrar melhorias no transporte público, na saúde e na educação. Mas teve gente que conseguiu ser ouvida pelos poderosos de Brasília sem sequer sair de casa.

Durante o ano passado, o "Alô Senado", uma espécie de ouvidoria do Congresso Nacional, registrou o recebimento de exatas 1.363.507 mensagens. A maioria dos atendimentos (97%) foi composta por solicitações de envio de mensagens aos parlamentares — é como se os manifestantes que foram às ruas tomassem o Senado, mas por canais como o telefone, a internet e até o fax.

Por meio do "Alô Senado", a população pode obter informações básicas referentes ao Congresso Nacional e sobre os senadores, além de enviar mensagens com críticas, sugestões, opiniões e reclamações. Mais importante ainda: esse canal permite fazer pressão pela aprovação de projetos de lei.

População pressiona senadores por redução da maioridade penal

Segundo o assessor especial da Secretaria de Transparência do Senado, Thiago Cortez, as mensagens são enviadas semanalmente aos parlamentares.

— Cerca de 90% das mensagens recebidas têm como destinatário os senadores. Toda semana, um relatório é enviado para os gabinetes, com as solicitações. Cada senador tem uma metodologia para usar as mensagens. Muitos deles buscam o "Alô Senado" para saber o que as pessoas estão pensando sobre determinados assuntos.

O senador Paulo Paim (PT-RS) é um dos parlamentares que mais utilizam a ferramenta. O petista garante que as manifestações do internauta se transformam em propostas práticas.

— Dezenas dessas mensagens do "Alô Senado" transformaram-se em projetos de lei, audiências públicas, artigos de opinião, mensagens nas redes sociais, pronunciamentos, audiências em ministérios, enfim, em reflexões importantes para a construção da relação entre eleito e eleitores. Na verdade, o "Alô Senado" vai além dessa relação: é uma espécie de termômetro, de pesquisa de opinião.

Perfil

O perfil das pessoas que participam do "Alô Senado" é variado e as formas de expressão mudam ano a ano, de acordo com o tema comentado, explica Thiago Cortez, responsável pela gestão da ferramenta.

— Desde 2010, a gente constatou variações interessantes. A demanda tem crescido muito. A participação por telefone tem aumentado também, mas há anos em que a internet domina. Em 2010, por exemplo, o segmento de maior participação de idade era até 19 anos, mas também temos muitos aposentados.  

Entre os usuários que procuram serviços prestados pelo Senado em 2013, a maioria tinha entre 20 e 39 anos (42%), era do sexo masculino (64%) e possuia ensino superior (44%). Dados coletados em 2012 apotam São Paulo (17%), Minas Gerais (10%) e Distrito Federal (9%) como os Estados com maior participação no serviço de atendimento.

Já entre os usuários que desejavam enviar mensagens aos parlamentares, se destacaram cidadãos na faixa de 30 a 59 anos (64%), do sexo masculino (69%) e com ensino médio (37%). Os Estados com maior número dessas demandas foram São Paulo (25%), Rio de Janeiro (12%) e Minas Gerais (10%).

Enquetes e pesquisas

Outra forma de dizer ao Senado o que você pensa é participar de enquetes e pesquisas promovidas pelo site. Em 2014, o Senado já promoveu duas pesquisas de opinião. Uma delas mediu a satisfação do brasileiro, enquanto a outra avaliava o nível de conhecimento dos internautas sobre a PEC das Domésticas.

Por meio de enquetes, o Senado já avaliou, neste ano, opiniões sobre o aumento da pena em casos de associação criminosa formada para praticar atos de vandalismo em manifestações; a redução da jornada de trabalho sem redução salarial; a redução da maioridade penal; a carteira de habilitação para jovens entre 16 e 18 anos; e o limitador de velocidade entre os equipamentos obrigatórios dos veículos.

As enquetes e pesquisas estão no site do Senado — http://www.senado.gov.br/ — e podem ser respondidas por qualquer cidadão.

Respostas

Ouvidora do Senado, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) responde semanalmente a questões enviadas pelos eleitores por meio do "Alô Senado", em um programa de rádio.

— O principal objetivo do programa é compor, junto às páginas de internet, o "Alô Senado" e as cartas, mais um canal de retorno da Ouvidoria do Senado ao cidadão. Como os temas são de interesse nacional, mesmo o cidadão que não tenha enviado perguntas, sugestões ou críticas se sentirá atendido e respondido.

O programa é apresentado com edição inédita na última sexta-feira de cada mês, às 8h10, com reapresentações às 13h do domingo subsequente, às 20h da quinta-feira seguinte, e na sexta-feira, às 6h, na Rádio Senado.

Formas de contato

Se quiser ver aprovado um projeto ou gostaria de cobrar o senador em que votou, você pode fazer isso de 13 formas diferentes. E todas essas ferramentas são gratuitas:

— Ligue *grátis* para 0800-612211, o número do Alô Senado

— Preencha o formulário do "Alô Senado" com a mensagem que quer enviar e indique para quais parlamentares o documento deve ser encaminhado

— Siga o Twitter do "Alô Senado" e mande mensagens e DMs

— Siga o Twitter do e-Cidadania e opine sobre propostas, sugira audiências públicas e projetos de lei

— Siga o Twitter da Agência Senado e saiba que projetos estão sendo examinados ou na fila para votação

— Acompanhe as páginas do Facebook do "Alô Senado", Agência Senado e e-Cidadania e dê sua opinião sobre as propostas

— Fale diretamente com o seu senador pelo Twitter. Mais de 60 senadores já têm conta nesta rede social

— Mande email para o senador

— Telefone para o gabinete do senador 

— Mande uma carta para o senador 

— Opine na página do projeto de lei

— Coloque o número do projeto na busca, clique em Opine! na página da proposta e preencha o formulário

— Mande mensagem em todos os perfis do Senado nas redes sociais 13

— Fale com a Ouvidoria do Senado

Todas as formas de contato estão no site do Senado

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