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Salários de indiciados por esquema de corrupção somavam quase R$ 200 mil

Maior vencimento entre os indiciados era de R$ 28.176,41

Brasil|Filippo Cecilio, do R7

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Os salários dos servidores indiciados após a operação Porto Seguro da PF (Polícia Federal) custavam R$ 191.705,11 aos cofres públicos. Os maiores vencimentos eram de José Francisco da Silva Cruz, ex-inventariante da extinta Rede Ferroviária Federal, que recebia R$ 28.176,41, e de José Weber de Holanda Alves, que era o advogado-adjunto geral da União até o escândalo explodir e recebia R$ 26.158,61.

Os dois foram exonerados no último sábado (24) por determinação da presidente Dilma Rousseff. Eles são acusados de fazer parte do esquema da organização criminosa que oferecia propina a funcionários de órgão federais para obter pareceres e laudos técnicos favoráveis a interesses de empresas que realizam negócios com o governo.


Para a PF, há comprovação da participação de servidores corrompidos na ANA (Agência Nacional de Águas), Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), AGU (Advocacia-Geral da União), TCU (Tribunal de Contas da União) e MEC (Ministério da Educação e Cultura).

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Quem também recebia polpudos vencimentos eram os irmãos Paulo e Rubens Vieira, acusados pela PF de serem os chefes do esquema de corrupção. Paulo ganhava R$ 23.890,85 como diretor da ANA e Rubens via cair todo mês em sua conta R$ 23.757,36 por seus serviços na Anac.

Apontada como um dos elos principais do esquema de tráfico de influência, corrupção e falsidade ideológica, a ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha, tinha salário de R$ 11.179,36. Sua filha Mirelle, que trabalhava na Anac por indicação de Rosemary, recebia R$ 8.625,61.


Ao todo, foram indiciadas 18 pessoas na operação. Nem todas são funcionárias públicas e por isso algumas tiveram seus nomes preservados pela Polícia Federal. Quem ocupava cargo de confiança, como é o caso de Rosemary, perdeu o posto de forma imediata.

Já os que foram nomeados pela Casa Civil e Presidência da República após aprovação pelo Senado só podem ser exonerados após processo administrativo interno.


Seis pessoas foram presas, dentre as quais os irmãos Paulo e Rubens Vieira. A operação, deflagrada na última sexta-feira (23) envolveu 180 agentes nas cidades de Cruzeiro, Dracena, Santos, São Paulo e Brasília.

Foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em São Paulo e 17 na capital federal. Confira abaixo a lista de quem foi exonerado, quem está afastado e quanto cada um recebia.

Demitidos/Exonerados

Rosemary Novoa Noronha - R$ 11.179,36

Mirelle Noronha – R$ 8.625,61

José Weber Holanda Alves – R$ 26158,61

Ênio Soares Dias, ex-chefe gabinete Antaq – R$ 9.277,57

Evangelina de Almeida Pinho, da Secretaria do Patrimônio da União – R$ 9.945,92

José Francisco da Silva Cruz, R$ 28.176,41

Esmeraldo Malheiros Santos, do Ministério da Educação – R$ 8.589,22

Afastados

Rubens Carlos Vieira – R$ 23.757,36

Paulo Rodrigues Vieira – R$ 23.890,85

Márcio Alexandre Barbosa, funcionário do banco de dados do MEC - R$ 7.932,16

Glauco Alves Cardoso Moreira - procurador-geral junto à Antaq - R$ 24.971,39 

Jailson Santos Soares, ouvidor da Antaq – R$9.200,65

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