Brasil Segundo IBGE, brancos e pardos são maioria na população brasileira

Segundo IBGE, brancos e pardos são maioria na população brasileira

Juntas, as duas raças representam quase 180 milhões de pessoas ou mais de 90% do total

Segundo IBGE, brancos e pardos são maioria na população brasileira

A população brasileira é composta 91,2% por pessoas que se declaram brancos e pardos. É isso o que revela a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2012, com relação à declaração de cor ou raça, a maior parcela observada (46,2%) da população residente, 91,0 milhões de pessoas, era branca; 45,0% parda (88,6 milhões) e 7,9% preta (15,6 milhões).

O grupo formado pelas outras declarações (indígena e amarela) representou 0,8% (1,6 milhão).

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A declaração de cor ou raça apresenta comportamentos regionais distintos. Por exemplo, a Região Sul era predominantemente branca (76,8%), enquanto a Norte (70,2%) e a Nordeste (62,5%) tinham maioria parda.

Em relação a 2011, houve, no Brasil, redução da participação da população branca em 1,5 ponto percentual. Por outro lado, houve aumento de 2 pontos percentuais na participação da população parda.

Para a pesquisa, o IBGE considerou cinco categorias para a pessoa se classificar quanto à característica cor ou raça: branca, preta, amarela (nesta categoria entram as pessoa que se declararam de origem japonesa, chinesa, coreana, etc.), parda (incluindo nesta categoria a pessoa que se declarou mulata, cabocla, cafuza, mameluca ou mestiça de preto com pessoa de outra cor ou raça) e indígena (considerando-se nesta categoria a pessoa que se declarou indígena ou índia).

Amostragem

O trabalho de campo foi realizado entre os dias 23 e 29 de setembro de 2012, e foram pesquisadas 362.451 pessoas e 147.203 residências distribuídas por todos os Estados.

A população residente considerada foi composta pelos moradores presentes e ausentes, ou seja, pelas pessoas que tinham a unidade domiciliar como local de residência habitual e, na data da entrevista, estavam presentes ou ausentes, temporariamente, por período não superior a 12 meses em relação àquela data.

Excluíram-se da pesquisa as pessoas residentes em embaixadas, consulados e legações e, também, as pessoas institucionalizadas residentes em domicílios coletivos de estabelecimentos institucionais, tais como: os militares em caserna ou dependências de instalações militares; os presos em penitenciárias; os internos em escolas, orfanatos, asilos, hospitais, etc.; e os religiosos em conventos, mosteiros, etc.