Segurança de grandes eventos lideram gastos do Ministério da Justiça
Olimpíadas e Copa encabeçam gastos, e previsão é investir R$ 700 mi na área até o fim de 2013
Brasil|Kamilla Dourado, do R7, em Brasília

Os gastos com segurança dos grandes eventos que movimentam o País desde o ano passado são a maior despesa do Ministério da Justiça. Segundo 1º Boletim de Segurança Pública, divulgado nesta terça-feira (12) pelo órgão, até o fim do ano serão gastos R$ 700 milhões com a segurança de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olímpiadas de 2016.
No ano passado foram empenhados — programado pagamentos — quase meio bilhão de reais (R$ 500 milhões) na realização dos eventos. Também entram na conta festas que já ocorreram, como Copa das Confederações e Jornada Mundial da Juventude. A segurança dos grandes eventos é o maior investimento entre as áreas prioritárias da segurança federal.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que os investimentos deixarão "um legado de segurança pública para o Estado brasileiro" nos próximos anos no Brasil.
— Um dos grandes problemas da segurança é a falta de integração entre as polícias, e esses eventos são a grande oportunidade que temos para integrarmos as polícias e termos o apoio das Forças Armadas no exercício normal das suas atribuições. Todos esses investimentos darão um excelente padrão de segurança pública para os grandes eventos, bem como ainda permitirão um legado que a segurança pública vai deixar.
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O segundo programa que mais recebeu investimentos da pasta é o “Crack, é possível vencer” que contempla políticas para usuários da droga. Na área, foram investidos mais de R$ 140 milhões e, para este ano, estão previstos mais R$ 368 milhões para o setor.
Em terceiro lugar, está o programa Brasil Mais Seguro, com investimentos de cerca de R$ 360 milhões, seguido de gastos com o Plano Estratégico de Fronteiras, para o qual foram destinados R$ 295 milhões.
Segundo o Ministério da Justiça, no boletim foram considerados gastos como a manutenção dos serviços, material de consumo, conservação e reforma de bens, execução de obras, compras de bens entre outros. Os gastos com pessoal não foram contabilizados no boletim.















