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Sem previsão para acabar, greve dos trabalhadores dos Correios já dura 14 dias 

Empresa estatal informou, em nota, que 92% do quadro de funcionários trabalha normalmente

Brasil|Juliana Zorzato, do R7

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De acordo com a empresa, 90% dos funcionários estão trabalhando
De acordo com a empresa, 90% dos funcionários estão trabalhando

A paralisação dos funcionários dos Correios já dura 14 dias nesta quarta-feira (25). Com início no último dia 11, trabalhadores de 29 sindicatos ligados à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares) não chegaram a um acordo em reunião com o TST (Tribunal Superior do Trabalho) no último dia 17 e engrossaram a greve.

De acordo com o secretário de imprensa da Fentect, James Magalhães, ainda não há previsão de volta ao trabalho.

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— Estamos aguardando o julgamento da Justiça parados. Mas estamos abertos à negociações.

Como não houve acordo na audiência do dissídio e a proposta dos Correios foi rejeitada, a Federação agora aguarda o processo que deve ser levado a julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do Tribunal.

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De acordo com o secretário, dos 29 sindicatos ligados a Federação, 70% da área operação aderiu à paralisação e, em assembleia realizada na última segunda-feira (23), em frente ao Ministério das Comunicações, funcionários dos Correios decidiram pela continuidade da greve.

Mesmo com pouca adesão, trabalhadores dos Correios continuam em greve

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Funcionários dos Correios mantêm greve e marcam passeata

A pauta da Fentect reivindica aumento de 15% e a reposição de perdas salariais no período 1994 a 2002, calculadas em 20%.

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Números

Apesar da greve, a estatal informou na última terça-feira (24), por meio de nota, que 92,83% dos empregados (115.550) estão trabalhando normalmente. Entre os empregados da área operacional (carteiros, atendentes e operadores de triagem e transbordo), o índice de trabalhadores presentes é de 91,51%. O número é apurado por meio de sistema eletrônico de presença.

A nota informa, ainda, que os Correios irão pagar, até o dia 3 de outubro, as diferenças do reajuste de 8% referentes aos meses de agosto e setembro aos trabalhadores que fazem parte da base dos sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru/SP, Rio Grande do Norte e Rondônia, que assinaram o Acordo Coletivo de Trabalho — já protocolado pela empresa junto ao TST com pedido de extensão aos demais sindicatos.

Aos trabalhadores que não aderiram à paralisação parcial e continuam em atividade normalmente, a empresa diz que reafirma seu compromisso de estender as vantagens do acordo para todos, o que ocorrerá se os demais sindicatos assinarem o acordo até quinta-feira (26).

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