Semana que antecedeu votação no Senado foi marcada por reviravoltas e decisões inesperadas
Cunha, Waldir Maranhão e Renan Calheiros movimentaram a semana decisiva para Dilma
Brasil|Do R7

A semana que antecedeu a votação desta quarta-feira (10) do impeachment de Dilma Rousseff no Senado foi marcada por reviravoltas e tentativas de mudar a data ou até cancelar o afastamento da presidente.
Na quinta-feira passada, o STF decidiu por unanimidade afastar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sob a alegação de que Cunha usava o cargo em benefício próprio.
Com a decisão Cunha foi afastado do mandato e consequentemente do cargo de presidente da Câmara e quem assumiu seu lugar foi o até então vice-presidente, deputado Waldir Maranhão (PP-MA).
Menos de uma semana após assumir o posto mais alto da Câmara dos Deputados, na segunda-feira (9) Maranhão tomou uma decisão inesperada e aceitou um pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) que solicitava o cancelamento da sessão de votação do impeachment na Câmara dos Deputados.
A deliberação de Maranhão fazia com que o processo de afastamento de Dilma voltasse para a Câmara dos Deputados e que o Senado não só não fizesse a votação nesta quarta como devolvesse o processo para a Câmara.
A nova medida não durou nem 24 horas. Primeiro o próprio presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), classificou a decisão de "intempestiva", disse que não acataria Maranhão e confirmou a votação de quarta.
Ameaçado de ser expulso do PP, Maranhão divulgou uma carta revogando a própria decisão nesta terça-feira (10). Pouco tempo depois do comunicado, a AGU decidiu que iria entrar com um mandado de segurança no STF para cancelar o processo de impeachment de Dilma. O ministro Teori Zavascki será o relator do caso.















