Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Senado define relator que vai analisar posição de Renan sobre CPI da Petrobras 

Presidente do Senado negou tentativas do governo e da oposição de barrar comissão

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Presidente da CCJ que avaliar decisão sobre CPI na semana que vem
Presidente da CCJ que avaliar decisão sobre CPI na semana que vem

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado define, nesta sexta-feira (4), quem será o relator que vai analisar a decisão da presidência da Casa sobre os pedidos de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a Petrobras.

A comissão precisa emitir um parecer sobre o posicionamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que negou as tentativas, tanto do governo como da oposição, de barrar as CPIs.


Leia mais notícias no R7

Segundo o presidente da CCJ, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), a reunião que vai votar o relatório está marcada para a próxima terça-feira (8). Portanto, o relator escolhido terá o fim de semana para se dedicar ao caso.


— Nós vamos analisar se as decisões de Renan, que negou as questões de ordem, do governo e da oposição, apresentadas no Senado, estão de acordo com o regimento.

CPI contra o governo


Dois requerimentos de CPI foram protocolados no Senado Federal. A primeira foi sugerida pela oposição e quer investigar as denúncias de fraude na Petrobras. Há denúncias de que funcionários da estatal recebiam propina de uma empresa holandesa para fechar contratos.

Além disso, novas suspeitas vieram à tona após a presidente Dilma Rousseff admitir que o relatório que aprovava a aquisição da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006, estava errado.


A negociação gerou um prejuízo bilionário à Petrobras e os partidos da oposição acusam a Dilma de ser responsável pela compra desastrosa, uma vez que ela era presidente do Conselho de Administração da estatal na época da transação.

A senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) apresentou uma questão de ordem para barrar a CPI da Petrobras, alegando que o requerimento apresentava quatro suspeitas diferentes para serem investigadas. A petista alega que uma CPI deve ser formada para apurar um único fato concreto.

No entanto, Renan Calheiros negou a questão de ordem, afirmando que as suspeitas estão inter-relacionadas e por isso podem ser investigadas em uma única CPI.

CPI contra a oposição

Sabendo que seria complicado impedir a CPI da Petrobras, o governo decidiu tirar o foco da estatal e sugeriu uma comissão ampla para investigar denúncias de corrupção, desvio de dinheiro público, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, formação de cartel e remessa ilegal de dinheiro ao exterior envolvendo várias empresas públicas.

A CPI ampla pretende apurar, além das suspeitas da Petrobras, as denúncias de fraude no metrô de São Paulo e do Distrito Federal, na construção do Porto de Suape, em Pernambuco, e em contratos na área de tecnologia digital.

A oposição reagiu e o líder tucano no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), tentou barrar a CPI alegando que não cabe à Casa investigar contratos firmados por governos estaduais.

No entanto, o presidente do Senado também negou a questão de ordem da oposição, afirmando que os senadores aprovaram o orçamento que foi usado para fechar os contratos suspeitos de fraude.

Mesmo depois de se posicionar, Renan Calheiros solicitou que a CCJ analise as duas questões de ordem e avalie sua decisão. O parecer deve ser aprovado pelo colegiado e depois levado ao plenário do Senado para votação simbólica.

Somente depois desse procedimento o requerimento de instalação das CPIs estará pronto para ser lido na sessão do Congresso, marcada para o dia 15 de abril.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.