Senadores vão a Caracas em voo comercial visitar presos políticos, diz Renan
Comitiva de senadores pretende visitar presos políticos venezuelanos
Brasil|da Agência Brasil

Com o silêncio do governo venezuelano sobre a autorização para que um avião de Força Aérea Brasileira (FAB) pouse, na próxima quinta-feira (18), com uma comitiva de senadores brasileiros, no aeroporto de Caracas, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje (16) que o grupo irá ao país em um avião comercial.
A autorização, que ainda está sem resposta, foi solicitada na última sexta-feira (12) pela FAB, após pedido da Mesa do Senado.
— A resposta não chegou, mas há muito rumor porque a disposição dos senadores é ir em avião de carreira. [O ministro da Defesa Jaques] Wagner me disse que não tem uma posição definitiva da Venezuela, mas esta também é uma questão resolvida a partir da decisão dos senadores.
A comitiva de senadores pretende visitar presos políticos daquele país, como Leopoldo Lopez (líder do partido Vontade Popular), o ex-prefeito de Caracas, Antonio Ledezma e o ex-prefeito de San Cristobal, Daniel Ceballos. Todos fazem oposição ao presidente do país, Nicolás Maduro.
Diante da polêmica em torno do assunto, o ministro da Defesa, Jacques Wagner, esteve pessoalmente na manhã de hoje no Senado para se reunir com o presidente da Casa. Wagner negou que o pedido tenha sido oficialmente negado e disse que autoridades brasileiras conversaram com as venezuelanas.
— Aquilo lá é um outro país, o embaixador do Brasil na Venezuela sabe, já falou, evidentemente que o governo da Venezuela é soberano para isso, o adido militar lá já foi falar com a contraparte, agora eles é que tem que emitir a autorização.
Jacques Wagner esclareceu ainda que qualquer avião da FAB pra sair daqui e ir a qualquer lugar, tem de pedir ordem de passagem pelo espaço aéreo e ordem de pouso.
— Não é verdade que tenha sido negado [a entrada de] nenhum avião. O presidente Renan sabe disso, o presidente Aloysio Nunes [presidente da Comissão de Assuntos Exteriores] também sabe disso. Todos dois acompanharam tudo.















