Senadores voltam a pressionar contra extradição de Pizzolato
Luigi Manconi e Cecilia Guerra querem que ministro da Justiça da Itália "reflita" sobre o caso
Brasil|Da Ansa

Os senadores italianos Luigi Manconi e Cecilia Guerra voltaram a pressionar o ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, para que ele "reflita" sobre a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão.
Em nota, os dois lideram um grupo de parlamentares que exige o cancelamento da expulsão do ex-banqueiro por não acreditar nas garantias fornecidas por Brasília de que seus direitos humanos serão respeitados na prisão.
— O adiamento da extradição de Henrique Pizzolato deveria ser a ocasião para novas reflexões sobre as garantias que o Brasil é capaz de oferecer sobre as condições de seu encarceramento. Mas não parece assim: de fato, a extradição foi confirmada para 22 de outubro. Uma vez no Brasil, Pizzolato será trancado na ala dos vulneráveis da prisão da Papuda.
Na última terça-feira (6), Orlando decidiu adiar por duas semanas o repatriação do brasileiro, que ocorreria no dia seguinte. A decisão pegou todos de surpresa, já que não existe mais nenhum impedimento jurídico para a extradição e nem qualquer tribunal ao qual o condenado possa recorrer.
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Pouco antes, Guerra e Manconi tinham apresentado ao ministro um requerimento urgente cobrando o cancelamento da extradição. Eles alegam que, por ser cidadão italiano, Pizzolato tem o direito de cumprir pena no país europeu, já que o sistema penitenciário brasileiro ofereceria "graves riscos" à sua integridade.
Além disso, os senadores dizem que o ex-diretor do BB ainda responde a um processo por falsidade ideológica na Itália, e uma repatriação violaria seu direito à defesa.
— Considerando tudo isso, perguntamos ao ministro Andrea Orlando: você realmente acha que tem garantias suficientes sobre o respeito nos cárceres brasileiros aos direitos humanos, por toda a duração da pena, do nosso e do seu conterrâneo Henrique Pizzolato? Você se sente na condição de assumir a responsabilidade de uma extradição?
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